Bengo celebra 41 anos com olhos no futuro

Caxito - A província do Bengo comemora, nesta segunda-feira, 26,  41 anos desde a sua ascenção ao estatuto de “província”.

Elevada à província por força da Lei nº3/80, deixando de ser parte da capital angolana (Luanda), o Bengo procura, actualmente, melhorar a sua imagem com acções de desenvolvimento das infra-estruturas sociais, fruto da execução do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Situada na região centro-norte de Angola, a província do Bengo tem como capital a cidade de Caxito, sendo integrado  pelos  municípios  do Dande, Ambriz, Bula Atumba, Pango Aluquém, Nambuangongo e Dembos.

A mais jovem província de Angola, outrora detentora da produção da cana de açúcar e banana em grande escala, começa a dar alguns passos  no sentido de se afirmar junto das demais no país, em termos de desenvolvimento e crescimento.

A província conta já com grandes fazendas agrícolas e  algumas indústrias, dentre as quais se destacam a Siderurgia ADA-Aceria de Angola e a  Sino Ord Parque Industrial, Lda, que estão a impulsionar o desenvolvimento da região.

Para melhorar a vida das populações, tem um projecto avaliado em cerca de Usd 300.000.000, que prevê a construção de uma nova cidade a seis quilómetros da cidade de Caxito, numa extensão de aproximadamente 1000 hectares.

Este projecto prevê a construção de 7.564 moradias nas tipologias T3 para baixa renda, T4 e T6, podendo ser assegurado pela empresa AEON- Prestação de Serviço, (SU) limitada, através do Fundo de Desenvolvimento de Cooperação Internacional americano e do Export-Import Bank dos Estados Unidos.

Nas projecções do governo provincial está também a construção de uma centralidade  com cerca de mil residências incorporadas em edifícios de três pisos.

Para concretizar esta iniciativa foram seleccionadas as áreas compreendidas entre a ponte sobre o rio Dande (no Porto Quipiri e Quixiquela, com 275 hectares), o Lembeca, com 160 hectares,  e a Mabubas, com 300 hectares.

Por outro lado, Indicadores de Desenvolvimento da província, no período compreendido entre 2018 e 2050, estimam um crescimento da população  de 429.322 para 1.124.726 habitantes.

A província  do Bengo é caracterizada por um clima semi-árido quente e tropical de savana. Tem uma população estimada em 356.641 habitantes, entre Ambundus e Ovimbundus, e uma  área geográfica de 33 mil e 016 quilómetros quadrados.

A actual governadora da província é Mara Quiosa.

Manuel Lopes Maria “Ximutu” foi o primeiro governador, na altura sob a designação de comissário provincial. Dirigiu os destinos da região no início da década de 1980.

Passaram ainda pela província do Bengo o general "Facho", general "Foguetão", Ventura de Azevedo, Domingos Hungo "SKS", Isalino Mendes, Jorge Dombolo e João Bernardo de Miranda.

Em termos históricos, o município do Dande capitalização atenções com os  monumentos e sítios históricos edifício do Chalé (ou challet) onde funciona actualmente o Governo do Bengo.

É no Dande, mais propriamente na localidade da Kinjanda, onde se encontra a estátua do “Jacaré Bangão”, símbolo mítico da cultura da província do Bengo, que segundo a lenda popular decidiu pagar o imposto ao chefe do posto colonial, responsável por assegurar esta obrigação fiscal.

Entre os monumentos, destaca-se a Igreja Católica da Nossa Senhora Santa Ana, padroeira de Caxito, cujas festas constituí um dos eventos culturais mais importantes celebrados pelos habitantes do Bengo.

Entre os vários encantos turísticos do município do Dande, destaca-se o Açude (que ilustra o verso da nota de dois mil Kwanzas), a praia da Pambala, nos Libongos, e as falésias da Barra do Dande.

A propósito, o responsável no Museu da Tentativa, José Pereira Lopes da Silva, conta que, segundo a história, os primeiros portugueses  chegaram a esta região,  na altura  denominada  “Alto Dande”, por volta do ano de 1932, por força da sua situação geográfica, numa região onde a influência portuguesa era notória.

Ao navegar o oceano Atlântico, os portugueses  chegaram ao Alto Dande, posteriormente  a  barra do Dande  e a foz do rio Dande.

Da foz do rio, navegaram cerca de 27 quilómetros e conseguiram chegar a localidade da Kinjanda.

Nesta localidade fixaram-se e criaram um acampamento que passou a servir de ponto de partida e chegada de pessoas de várias origens para prestarem serviço na fazenda Tentativa.

Aqui, disse, foi construído o porto de embarque e desembarque de escravos, conhecido por “Porto dos Condenados”, onde eram colocadas as pessoas que vinham do sul para o norte como contratados.

Com a fixação dos portugueses na Kinjanda, outros acampamentos foram construídos, como o do Paranhos, Santana, Vale do Verde, Boavista, Açucareira e Murima, que também serviam para albergar os contratados.

Sem apontar datas, José da Silva referiu que foram anos de muita pressão sobre os nativos (caça ao homem), pois estes eram apanhados para forçadamente  trabalharem nas tongas de palmeira para extrair o óleo de palma e nas plantações da cana-de-açúcar para produção de açúcar e extracção do melaço para o fabrico  de bebidas  alcoólicas.

Por volta de 1939 começou a ser construída a indústria transformadora (Companhia de Açúcar de Angola) e em 1956 começaram a ser erguidos os armazéns na vila da Açucareira.

Já António Manuel Bartolomeu, um dos mais velhos da cidade e ex-trabalhador da antiga Açucareira  e da companhia de cerâmica de Angola, referiu que a plantação da cana-de-açúcar era um “monstro” em termos de largura e cumprimento e que no perímetro havia também laranjeiras e bananeiras.

A plantação da cana-de-açúcar, a maior riqueza da região na época, tinha uma extensão de cerca de 22 quilómetros e partia do Sassa Povoação ao Porto Kipiri.

Para além da plantação da cana, acrescentou, a vila tinha também uma companhia de cerâmica  responsável pelo fabrico de tijolos e vários utensílios sanitários, uma fábrica  de elástico, uma escola missionária, um hotel, um machimbombo  e um comboio que fazia o transporte da produção.

A vila de Caxito, disse, nome proveniente da expressão kimbundu “Ka xitu” (pedaço de carne) tinha apenas uma rua que funcionava como entrada e saída de pessoas que saiam de Luanda em direcção a outras províncias e vice-versa.

Era uma região comercial, o ponto de chegada dos comerciantes que faziam a troca de vários produtos.

 

Elevada à província por força da Lei nº3/80, deixando de ser parte da capital angolana (Luanda), o Bengo procura, actualmente, melhorar a sua imagem com acções de desenvolvimento das infra-estruturas sociais, fruto da execução do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Situada na região centro-norte de Angola, a província do Bengo tem como capital a cidade de Caxito, sendo integrado  pelos  municípios  do Dande, Ambriz, Bula Atumba, Pango Aluquém, Nambuangongo e Dembos.

A mais jovem província de Angola, outrora detentora da produção da cana de açúcar e banana em grande escala, começa a dar alguns passos  no sentido de se afirmar junto das demais no país, em termos de desenvolvimento e crescimento.

A província conta já com grandes fazendas agrícolas e  algumas indústrias, dentre as quais se destacam a Siderurgia ADA-Aceria de Angola e a  Sino Ord Parque Industrial, Lda, que estão a impulsionar o desenvolvimento da região.

Para melhorar a vida das populações, tem um projecto avaliado em cerca de Usd 300.000.000, que prevê a construção de uma nova cidade a seis quilómetros da cidade de Caxito, numa extensão de aproximadamente 1000 hectares.

Este projecto prevê a construção de 7.564 moradias nas tipologias T3 para baixa renda, T4 e T6, podendo ser assegurado pela empresa AEON- Prestação de Serviço, (SU) limitada, através do Fundo de Desenvolvimento de Cooperação Internacional americano e do Export-Import Bank dos Estados Unidos.

Nas projecções do governo provincial está também a construção de uma centralidade  com cerca de mil residências incorporadas em edifícios de três pisos.

Para concretizar esta iniciativa foram seleccionadas as áreas compreendidas entre a ponte sobre o rio Dande (no Porto Quipiri e Quixiquela, com 275 hectares), o Lembeca, com 160 hectares,  e a Mabubas, com 300 hectares.

Por outro lado, Indicadores de Desenvolvimento da província, no período compreendido entre 2018 e 2050, estimam um crescimento da população  de 429.322 para 1.124.726 habitantes.

A província  do Bengo é caracterizada por um clima semi-árido quente e tropical de savana. Tem uma população estimada em 356.641 habitantes, entre Ambundus e Ovimbundus, e uma  área geográfica de 33 mil e 016 quilómetros quadrados.

A actual governadora da província é Mara Quiosa.

Manuel Lopes Maria “Ximutu” foi o primeiro governador, na altura sob a designação de comissário provincial. Dirigiu os destinos da região no início da década de 1980.

Passaram ainda pela província do Bengo o general "Facho", general "Foguetão", Ventura de Azevedo, Domingos Hungo "SKS", Isalino Mendes, Jorge Dombolo e João Bernardo de Miranda.

Em termos históricos, o município do Dande capitalização atenções com os  monumentos e sítios históricos edifício do Chalé (ou challet) onde funciona actualmente o Governo do Bengo.

É no Dande, mais propriamente na localidade da Kinjanda, onde se encontra a estátua do “Jacaré Bangão”, símbolo mítico da cultura da província do Bengo, que segundo a lenda popular decidiu pagar o imposto ao chefe do posto colonial, responsável por assegurar esta obrigação fiscal.

Entre os monumentos, destaca-se a Igreja Católica da Nossa Senhora Santa Ana, padroeira de Caxito, cujas festas constituí um dos eventos culturais mais importantes celebrados pelos habitantes do Bengo.

Entre os vários encantos turísticos do município do Dande, destaca-se o Açude (que ilustra o verso da nota de dois mil Kwanzas), a praia da Pambala, nos Libongos, e as falésias da Barra do Dande.

A propósito, o responsável no Museu da Tentativa, José Pereira Lopes da Silva, conta que, segundo a história, os primeiros portugueses  chegaram a esta região,  na altura  denominada  “Alto Dande”, por volta do ano de 1932, por força da sua situação geográfica, numa região onde a influência portuguesa era notória.

Ao navegar o oceano Atlântico, os portugueses  chegaram ao Alto Dande, posteriormente  a  barra do Dande  e a foz do rio Dande.

Da foz do rio, navegaram cerca de 27 quilómetros e conseguiram chegar a localidade da Kinjanda.

Nesta localidade fixaram-se e criaram um acampamento que passou a servir de ponto de partida e chegada de pessoas de várias origens para prestarem serviço na fazenda Tentativa.

Aqui, disse, foi construído o porto de embarque e desembarque de escravos, conhecido por “Porto dos Condenados”, onde eram colocadas as pessoas que vinham do sul para o norte como contratados.

Com a fixação dos portugueses na Kinjanda, outros acampamentos foram construídos, como o do Paranhos, Santana, Vale do Verde, Boavista, Açucareira e Murima, que também serviam para albergar os contratados.

Sem apontar datas, José da Silva referiu que foram anos de muita pressão sobre os nativos (caça ao homem), pois estes eram apanhados para forçadamente  trabalharem nas tongas de palmeira para extrair o óleo de palma e nas plantações da cana-de-açúcar para produção de açúcar e extracção do melaço para o fabrico  de bebidas  alcoólicas.

Por volta de 1939 começou a ser construída a indústria transformadora (Companhia de Açúcar de Angola) e em 1956 começaram a ser erguidos os armazéns na vila da Açucareira.

Já António Manuel Bartolomeu, um dos mais velhos da cidade e ex-trabalhador da antiga Açucareira  e da companhia de cerâmica de Angola, referiu que a plantação da cana-de-açúcar era um “monstro” em termos de largura e cumprimento e que no perímetro havia também laranjeiras e bananeiras.

A plantação da cana-de-açúcar, a maior riqueza da região na época, tinha uma extensão de cerca de 22 quilómetros e partia do Sassa Povoação ao Porto Kipiri.

Para além da plantação da cana, acrescentou, a vila tinha também uma companhia de cerâmica  responsável pelo fabrico de tijolos e vários utensílios sanitários, uma fábrica  de elástico, uma escola missionária, um hotel, um machimbombo  e um comboio que fazia o transporte da produção.

A vila de Caxito, disse, nome proveniente da expressão kimbundu “Ka xitu” (pedaço de carne) tinha apenas uma rua que funcionava como entrada e saída de pessoas que saiam de Luanda em direcção a outras províncias e vice-versa.

Era uma região comercial, o ponto de chegada dos comerciantes que faziam a troca de vários produtos.