Transumância periga Parque do Bicuar

  • Bovinos provenientes do Tchad estão no Planalto de Camabatela, província do Cuanza Norte
Lubango - Manadas de gado bovino do Namibe e do Cunene estão a procurar pasto no Parque Nacional do Bicuar, há já dois meses, dada a estiagem nas duas províncias.

A situação coloca em risco o projecto de repovoamento animal e vegetal da reserva, iniciado há quatro anos.

A transumância do gado na província da Huíla é comum, mas era frequente apenas nos municípios dos Gambos e da Matala.

Desde Dezembro do ano passado, os pastores começaram a conduzir o gado para o corredor do Parque Nacional, fazendo com que a sua administração tema por eventuais práticas de caça furtiva, por parte destes.

A inquietação foi apresentada hoje, no Lubango pelo administrador da reserva, José Maria Candungo, afirmando que os criadores de gado sempre tiveram o referido movimento rotineiro quase todos os anos nos arredores, mas a situação tem-se intensificado nos últimos meses.

Disse que desde de 2019, por causa da estiagem, os pastores são forçados a sair do Cunene para a Huíla, nas regiões das Tundas (Gambos) e Mulondo (Matala) e alguns deles inadvertidamente introduziram-se no parque.

“Essa abertura hoje é transformada em problemas, pois o parque não é uma alternativa para o pasto, já que os parques são criados com o objectivo da conservação da fauna e flora, bem como para a manutenção do ecossistema”, declarou.

Realçou ser uma “luta” diária para os técnicos não deixarem as manadas invadirem o interior do parque, mas acabam por se refugiar nele, o que de alguma forma interfere nas motivações da existência da estrutura.  

Como solução, o responsável avançou que a os criadores que fazem a transumância devem passar nas suas administrações, junto do soba para ser registado com o respectivo número de animais, para ser definindo a área para fazer a migração periódica do rebanho.

José Maria Candungo afirmou que deve-se acabar com a ideia dos criadores tradicionais de gado, segundo a qual o Parque do Bicuar é alternativo para pasto, uma vez que o mesmo está a ser preparado para o turismo e é um centro de estudos científicos.

“Estamos a alertar que este ano devemos encontrar um outro modelo de organizar as nossas comunidades, para entrar numa transumância mais segura, organizada e sem conflitos, nem constrangimentos”, acrescentou.

O Parque Nacional do Bicuar encontra-se a 165 quilómetros da cidade de Lubango, numa área de sete mil e 900 quilómetros quadrados, tendo como limites os municípios de Quipungo, Matala, Chibia e Gambos. Foi criado com o objectivo de proteger e defender diversos animais selvagens.

Foi estabelecido como reserva de caça em 1938 e elevado Parque Nacional em Dezembro de 1964.

Habitam no Parque Nacional do Bicuar animais como elefantes, chita, leopardo-caçador, palanca vermelha, hiena, mabecos, onça, olongos, javalis, entre outros.

A situação coloca em risco o projecto de repovoamento animal e vegetal da reserva, iniciado há quatro anos.

A transumância do gado na província da Huíla é comum, mas era frequente apenas nos municípios dos Gambos e da Matala.

Desde Dezembro do ano passado, os pastores começaram a conduzir o gado para o corredor do Parque Nacional, fazendo com que a sua administração tema por eventuais práticas de caça furtiva, por parte destes.

A inquietação foi apresentada hoje, no Lubango pelo administrador da reserva, José Maria Candungo, afirmando que os criadores de gado sempre tiveram o referido movimento rotineiro quase todos os anos nos arredores, mas a situação tem-se intensificado nos últimos meses.

Disse que desde de 2019, por causa da estiagem, os pastores são forçados a sair do Cunene para a Huíla, nas regiões das Tundas (Gambos) e Mulondo (Matala) e alguns deles inadvertidamente introduziram-se no parque.

“Essa abertura hoje é transformada em problemas, pois o parque não é uma alternativa para o pasto, já que os parques são criados com o objectivo da conservação da fauna e flora, bem como para a manutenção do ecossistema”, declarou.

Realçou ser uma “luta” diária para os técnicos não deixarem as manadas invadirem o interior do parque, mas acabam por se refugiar nele, o que de alguma forma interfere nas motivações da existência da estrutura.  

Como solução, o responsável avançou que a os criadores que fazem a transumância devem passar nas suas administrações, junto do soba para ser registado com o respectivo número de animais, para ser definindo a área para fazer a migração periódica do rebanho.

José Maria Candungo afirmou que deve-se acabar com a ideia dos criadores tradicionais de gado, segundo a qual o Parque do Bicuar é alternativo para pasto, uma vez que o mesmo está a ser preparado para o turismo e é um centro de estudos científicos.

“Estamos a alertar que este ano devemos encontrar um outro modelo de organizar as nossas comunidades, para entrar numa transumância mais segura, organizada e sem conflitos, nem constrangimentos”, acrescentou.

O Parque Nacional do Bicuar encontra-se a 165 quilómetros da cidade de Lubango, numa área de sete mil e 900 quilómetros quadrados, tendo como limites os municípios de Quipungo, Matala, Chibia e Gambos. Foi criado com o objectivo de proteger e defender diversos animais selvagens.

Foi estabelecido como reserva de caça em 1938 e elevado Parque Nacional em Dezembro de 1964.

Habitam no Parque Nacional do Bicuar animais como elefantes, chita, leopardo-caçador, palanca vermelha, hiena, mabecos, onça, olongos, javalis, entre outros.