Casais improvisam prendas em era de crise

  • Venda de presentes para o dia dos namorados
Luanda – Passar o Dia dos Namorados ao lado da pessoa amada, este ano, será um duro "teste" para milhares de casais em Angola, devido às restrições da Covid-19. 

Nos últimos dez anos, poucas vezes o 14 de Fevereiro exigiu tanto poder criativo aos casais, confrontados com o dilema de celebrar a data em ambiente virtual ou sair abraçados em estabelecimentos públicos. 

Numa altura em que os conglomerados em restaurantes, bares, cinemas e hotéis estão condicionados, muitos prometem investir em jantares e trocas de brindes virtuais.

Apesar das limitações e dos cuidados, para evitarem contaminações no dia dedicado aos namorados, tudo indica que não faltarão boas ideias para celebrar o amor.

Mas, para contornarem as restrições impostas pelas autoridades sanitárias angolanas, os casais terão de reinventar-se. 

É esta a expectativa dos cidadãos brasileiros Eduardo Neto e Sónia Neto, residentes em Angola há dois anos, que  reinventaram nesta fase de confinamento.

"Estamos juntos há quatro anos, casados há um, e sempre gostámos de comemorar o Dia dos Namorados com viagens a presentes", afirma Eduardo Neto.
 
Entretanto, diante das circunstâncias actuais e do risco de contrair coronavirus em algum estabelecimento público, o casal promete este ano apenas um jantar íntimo. 

Com o parceiro em Benguela, a professora Cassandra Pataca diz que o "menu" inclui uma chamada de vídeo, na hora certa, e mensagens especiais, para marcar a data.

Já a cidadã Cristina Manuel promete viver o Dia dos Namorados sem brindes, tendo em conta o elevado custo dos brindes. 

"Decidimos esperar para celebrar no fim da pandemia", expressa, em nome do parceiro. 

O cidadão português Rafael Santos avança que a Covid-19 impõe, este ano, uma nova visão aos casais sobre como devem celebrar a data, apesar da sua importância. 

"As restrições impostas devido à pandemia fazem toda diferença, mas vamos criar o nosso momento", comenta. 

Diversidade de brindes 

A pouco menos de 48 horas da celebração do Dia de São Valentim, em Angola, particularmente em Angola, o assunto é tema de conversa em várias famílias. 

Ao contrário de outras épocas, este ano a efeméride terá sabor diferente, prevendo-se quedas nas vendas de brindes, por causa da alta de preços e do baixo poder aquisitivo dos casais, devido à pandemia. 

Apesar desta realidade, os comerciantes investiram em peso para aumentar o leque de opções dos casais, "inundando" várias feiras e praças com presentes diversos. 

No largo do Njinga Mbandi, por exemplo, há uma diversidade de objectos simbólicos para esta época romântica, com preços que variam de acordo com os bolsos e gostos. 

Naquele local há de "tudo um pouco", desde roupas femininas até perfumes, ursinhos e flores, sendo que um bouque de rosas custa, no máximo, 20 mil kwanzas. 

O preço dos ursinhos variam entre 10 mil a 100 mil kwanzas, preços que a vendedora Adelina Kia... considera ajustados à actual realidade económica e financeira do país. 

A comerciante diz ter noção de que este ano o fluxo de clientes será bem menor, por causa da crise provocada pela pandemia, e as vendas terão redução considerável. 

Este ano, de acordo com o vendedor de flores José Manuel, 32 anos de idade, o negócio das flores deverá ressentir-se, apesar da azáfama do Dia dos Namorados. 

Afirma, a esse respeito, que a tradição de presentear os parceiros com bouques, arranjos e cestas está cada dia mais raro.

Entretanto, para aqueles que se propuserem celebrar o Dia de São Valentim fora de casa,  todo o cuidado se recomenda, sobretudo por causa das normas contidas no Código Penal Angolano e no Código do Processo Penal, em vigor desde quinta-feira. 

Um dos aspectos a ter em conta é o consumo de álcool pelos condutores, prática agora punida com pena de prisão, ao abrigo dos novos instrumentos jurídicos. 

Conforme o novo Código Penal, quem, com dolo ou negligência, conduzir na via pública ou aberta ao público veículo rodoviário, com ou sem motor, em estado de embriaguez ou sob a acção de estupefacientes, substâncias psicotrópicas ou produtoras de efeitos análogos é punido com pena de prisão até 1 ano ou com a de multa até 120 dias.

Considera-se em estado de embriaguez o condutor que, sendo submetido ao teste de alcoolémia, for encontrado a conduzir com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1 miligrama por litro.

Esta nova norma penal impõe aos casais, no Dia dos Namorados, maior disciplina e cuidados na feitura dos programas, bem como auto controle se optarem por celebrar a efeméride em bares e restaurantes. 

Se forem optar por consumir bebidas alcoólicas, em ano de pandemia, o melhor é não conduzir, para evitar transformar a data num dia de frustrações e sanções penais. 

Afinal, mais vale prevenir do que remediar. Antes viver o Dia dos Namorados em casa ou de forma virtual, do que acabar a "festa" numa esquadra de polícia e ir às barras do tribunal, em regime de julgamento sumário. 

O Dia dos Namorados, em alguns países chamado Dia de São Valentim, é uma data especial, comemorativa e de união amorosa entre casais e namorados. 

Em alguns países é o dia de demonstrar afeição entre amigos, sendo comum a troca de cartões e presentes com símbolo de coração, tais como as caixas de bombons.

Em  Angola, assim como em muitos outros países, comemora-se a 14 de Fevereiro.

Nos últimos dez anos, poucas vezes o 14 de Fevereiro exigiu tanto poder criativo aos casais, confrontados com o dilema de celebrar a data em ambiente virtual ou sair abraçados em estabelecimentos públicos. 

Numa altura em que os conglomerados em restaurantes, bares, cinemas e hotéis estão condicionados, muitos prometem investir em jantares e trocas de brindes virtuais.

Apesar das limitações e dos cuidados, para evitarem contaminações no dia dedicado aos namorados, tudo indica que não faltarão boas ideias para celebrar o amor.

Mas, para contornarem as restrições impostas pelas autoridades sanitárias angolanas, os casais terão de reinventar-se. 

É esta a expectativa dos cidadãos brasileiros Eduardo Neto e Sónia Neto, residentes em Angola há dois anos, que  reinventaram nesta fase de confinamento.

"Estamos juntos há quatro anos, casados há um, e sempre gostámos de comemorar o Dia dos Namorados com viagens a presentes", afirma Eduardo Neto.
 
Entretanto, diante das circunstâncias actuais e do risco de contrair coronavirus em algum estabelecimento público, o casal promete este ano apenas um jantar íntimo. 

Com o parceiro em Benguela, a professora Cassandra Pataca diz que o "menu" inclui uma chamada de vídeo, na hora certa, e mensagens especiais, para marcar a data.

Já a cidadã Cristina Manuel promete viver o Dia dos Namorados sem brindes, tendo em conta o elevado custo dos brindes. 

"Decidimos esperar para celebrar no fim da pandemia", expressa, em nome do parceiro. 

O cidadão português Rafael Santos avança que a Covid-19 impõe, este ano, uma nova visão aos casais sobre como devem celebrar a data, apesar da sua importância. 

"As restrições impostas devido à pandemia fazem toda diferença, mas vamos criar o nosso momento", comenta. 

Diversidade de brindes 

A pouco menos de 48 horas da celebração do Dia de São Valentim, em Angola, particularmente em Angola, o assunto é tema de conversa em várias famílias. 

Ao contrário de outras épocas, este ano a efeméride terá sabor diferente, prevendo-se quedas nas vendas de brindes, por causa da alta de preços e do baixo poder aquisitivo dos casais, devido à pandemia. 

Apesar desta realidade, os comerciantes investiram em peso para aumentar o leque de opções dos casais, "inundando" várias feiras e praças com presentes diversos. 

No largo do Njinga Mbandi, por exemplo, há uma diversidade de objectos simbólicos para esta época romântica, com preços que variam de acordo com os bolsos e gostos. 

Naquele local há de "tudo um pouco", desde roupas femininas até perfumes, ursinhos e flores, sendo que um bouque de rosas custa, no máximo, 20 mil kwanzas. 

O preço dos ursinhos variam entre 10 mil a 100 mil kwanzas, preços que a vendedora Adelina Kia... considera ajustados à actual realidade económica e financeira do país. 

A comerciante diz ter noção de que este ano o fluxo de clientes será bem menor, por causa da crise provocada pela pandemia, e as vendas terão redução considerável. 

Este ano, de acordo com o vendedor de flores José Manuel, 32 anos de idade, o negócio das flores deverá ressentir-se, apesar da azáfama do Dia dos Namorados. 

Afirma, a esse respeito, que a tradição de presentear os parceiros com bouques, arranjos e cestas está cada dia mais raro.

Entretanto, para aqueles que se propuserem celebrar o Dia de São Valentim fora de casa,  todo o cuidado se recomenda, sobretudo por causa das normas contidas no Código Penal Angolano e no Código do Processo Penal, em vigor desde quinta-feira. 

Um dos aspectos a ter em conta é o consumo de álcool pelos condutores, prática agora punida com pena de prisão, ao abrigo dos novos instrumentos jurídicos. 

Conforme o novo Código Penal, quem, com dolo ou negligência, conduzir na via pública ou aberta ao público veículo rodoviário, com ou sem motor, em estado de embriaguez ou sob a acção de estupefacientes, substâncias psicotrópicas ou produtoras de efeitos análogos é punido com pena de prisão até 1 ano ou com a de multa até 120 dias.

Considera-se em estado de embriaguez o condutor que, sendo submetido ao teste de alcoolémia, for encontrado a conduzir com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1 miligrama por litro.

Esta nova norma penal impõe aos casais, no Dia dos Namorados, maior disciplina e cuidados na feitura dos programas, bem como auto controle se optarem por celebrar a efeméride em bares e restaurantes. 

Se forem optar por consumir bebidas alcoólicas, em ano de pandemia, o melhor é não conduzir, para evitar transformar a data num dia de frustrações e sanções penais. 

Afinal, mais vale prevenir do que remediar. Antes viver o Dia dos Namorados em casa ou de forma virtual, do que acabar a "festa" numa esquadra de polícia e ir às barras do tribunal, em regime de julgamento sumário. 

O Dia dos Namorados, em alguns países chamado Dia de São Valentim, é uma data especial, comemorativa e de união amorosa entre casais e namorados. 

Em alguns países é o dia de demonstrar afeição entre amigos, sendo comum a troca de cartões e presentes com símbolo de coração, tais como as caixas de bombons.

Em  Angola, assim como em muitos outros países, comemora-se a 14 de Fevereiro.