Cidade da Caála comemora 51 anos de existência com avanços notáveis

Caála – A cidade da Caála, 23 quilómetros a Oeste da cidade do Huambo, comemora hoje, quinta-feira, 51 anos de existência, com avanços consideráveis em quase todos os domínios da vida económica, social, política e cultural.

Conhecida no passado como “Rainha do Milho”, a urbe foi fundada a 15 de Julho de 1970, por despacho da portaria 17.011, assinada pelo então governador-geral de Angola, tenente-coronel Camilo Augusto de Miranda Rebocho Vaz.

Ruas limpas, jardins a florir, passeios reabilitados e as principais estradas, no interior da urbe, asfaltadas, é o cenário que se regista nos últimos anos, fazendo dela um cartão-de-visita aos que se deslocam à localidade.

À entrada, o cidadão depara-se com a centralidade Fernando Faustino Muteka, inaugurada em Novembro de 2020, com quatro mil e uma moradias de tipologia T3, entre apartamentos e vivendas, além de 40 espaços comerciais, três escolas primárias, duas secundárias, um Instituto Profissional, centro de saúde, três centros infantis e dois jardins-de-infância.

A população da Caála testemunhou ainda, recentemente, a inauguração de dois quilómetros de estradas asfaltadas e devidamente sinalizadas, no interior da urbe, num investimento avaliado em Kz 197 milhões, financiados pelo Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), de iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, em 2019.

Nesta vertente, decorrem as obras de reabilitação e colocação, pela primeira vez, de tapete asfáltico nas comunas da Calenga, Catata e Cuima, ambas no município da Caála, num financiamento do PIIM.

Conforme constatou a ANGOP, as empreitadas adjudicadas à Elevo Engenharia prevêem asfaltar, este ano, três quilómetros de estradas no interior da comuna da Calenga, dois na do Cuima e 1.4 na da Catata.

Decorrem, igualmente, no âmbito do PIIM, as obras de reabilitação dos centros de saúde das comunas da Calenga, Catata e Cuima, tendo em conta a melhoria das condições das infra-estruturas sanitárias, para garantir uma assistência médica e medicamentosa de qualidade, além da requalificação do Palácio do administrador municipal, obra paralisada desde 2015.

Entre os projectos, destaca-se ainda os programas de saneamento básico, com a aquisição de um camião para a recolha do lixo, motorizadas com três rodas adaptadas e equipamentos para o depósito de resíduo, para responder às preocupações essenciais da população no sentido de se melhorar as condições de vida, bem como o seu bem-estar.

A propósito da efeméride, o administrador do município da Caála, Rúben Isaías Etome, disse à ANGOP que a cidade tem estado a registar significativos progressos em vários domínios, fruto da implementação de projectos diversos, na sua maioria financiados pelo PIIM, à semelhança da asfaltagem dos dois quilómetros de estradas.

O responsável disse que, apesar do “novo normal” em sede das medidas de prevenção e combate à Covid-19, que forçou o abrandamento de vários projectos, são notáveis os avanços nos sectores da Educação, Saúde, Agricultura, Energia e Água, vias de comunicação e no saneamento básico.

O gestor municipal disse que as autoridades locais estão engajadas na criação de condições para a melhoria das condições de vida da população, através da implementação de ferramentas adequadas ao desenvolvimento do sector produtivo, para a multiplicação de rendimentos económicos capazes promoverem a auto-suficiência.

Por isso, Rúben Isaías Etome pediu à população no sentido de fiscalizar todas as acções em curso de âmbito local, provincial e central, que irão contribuir para empregabilidade da juventude, que, por sua vez, deve apostar na formação académica e técnico-profissional, não obstante o facto de contribuir para a preservação do património púbico.

Disse que dos 342 mil e 463 habitantes, 55 mil e 800 tem acesso à energia eléctrica, enquanto outros 34 mil e 562 beneficiam regularmente de água potável, com uma queda de 90 por cento, em comparação ao igual período anterior, em consequência da seca.

No domínio da agricultura, o gestor municipal informou que durante a primeira época agrícola 2020/2021, foram colhidas 90 mil e 103 toneladas de produtos diversos.

Desta cifra, conforme o responsável, destaca-se 18 mil e 275 de cereais, 47.392 de tubérculos e raízes, 3.293 de leguminosos, 18 mil e 691 de hortícolas e duas mil e 492 toneladas de frutas diversas.

Breve historial da Caála

O município dispõe de inúmeras potencialidades, do ponto de vista agro-pecuário e turístico, além de outro tipo de matéria-prima para o fomento da indústria transformadora, incluindo o Pólo de Desenvolvimento local, nas proximidades do Caminho-de-Ferro de Benguela, uma linha importante, quer para a importação, quer para a exportação de produtos.

A estação local do Caminho-de-Ferro de Benguela é também um empreendimento incontornável no processo de crescimento do município da Caála e, consequentemente, na melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes, já que diariamente passam por esta estação produtos provenientes das províncias vizinhas de Benguela, Bié e Moxico, ligadas pelo comboio de Benguela.

Com uma extensão territorial de três mil e 680 quilómetros quadros, o município da Caála, segundo reza a história, começou a ser habitado em 1900, pois quando iniciou a revolta do Bailundo, em 1902, contra opressão colonial, esta região já era habitada.

Em meados de 1912 chegou a Caála a linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), factor que contribuiu para o desenvolvimento do povoado que, até então, era um pequeno acampamento junto de uma aldeia antiga cujo soba se chamava Cahala Mbita, emergindo a partir desta altura como povoação.

 

 

Conhecida no passado como “Rainha do Milho”, a urbe foi fundada a 15 de Julho de 1970, por despacho da portaria 17.011, assinada pelo então governador-geral de Angola, tenente-coronel Camilo Augusto de Miranda Rebocho Vaz.

Ruas limpas, jardins a florir, passeios reabilitados e as principais estradas, no interior da urbe, asfaltadas, é o cenário que se regista nos últimos anos, fazendo dela um cartão-de-visita aos que se deslocam à localidade.

À entrada, o cidadão depara-se com a centralidade Fernando Faustino Muteka, inaugurada em Novembro de 2020, com quatro mil e uma moradias de tipologia T3, entre apartamentos e vivendas, além de 40 espaços comerciais, três escolas primárias, duas secundárias, um Instituto Profissional, centro de saúde, três centros infantis e dois jardins-de-infância.

A população da Caála testemunhou ainda, recentemente, a inauguração de dois quilómetros de estradas asfaltadas e devidamente sinalizadas, no interior da urbe, num investimento avaliado em Kz 197 milhões, financiados pelo Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), de iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, em 2019.

Nesta vertente, decorrem as obras de reabilitação e colocação, pela primeira vez, de tapete asfáltico nas comunas da Calenga, Catata e Cuima, ambas no município da Caála, num financiamento do PIIM.

Conforme constatou a ANGOP, as empreitadas adjudicadas à Elevo Engenharia prevêem asfaltar, este ano, três quilómetros de estradas no interior da comuna da Calenga, dois na do Cuima e 1.4 na da Catata.

Decorrem, igualmente, no âmbito do PIIM, as obras de reabilitação dos centros de saúde das comunas da Calenga, Catata e Cuima, tendo em conta a melhoria das condições das infra-estruturas sanitárias, para garantir uma assistência médica e medicamentosa de qualidade, além da requalificação do Palácio do administrador municipal, obra paralisada desde 2015.

Entre os projectos, destaca-se ainda os programas de saneamento básico, com a aquisição de um camião para a recolha do lixo, motorizadas com três rodas adaptadas e equipamentos para o depósito de resíduo, para responder às preocupações essenciais da população no sentido de se melhorar as condições de vida, bem como o seu bem-estar.

A propósito da efeméride, o administrador do município da Caála, Rúben Isaías Etome, disse à ANGOP que a cidade tem estado a registar significativos progressos em vários domínios, fruto da implementação de projectos diversos, na sua maioria financiados pelo PIIM, à semelhança da asfaltagem dos dois quilómetros de estradas.

O responsável disse que, apesar do “novo normal” em sede das medidas de prevenção e combate à Covid-19, que forçou o abrandamento de vários projectos, são notáveis os avanços nos sectores da Educação, Saúde, Agricultura, Energia e Água, vias de comunicação e no saneamento básico.

O gestor municipal disse que as autoridades locais estão engajadas na criação de condições para a melhoria das condições de vida da população, através da implementação de ferramentas adequadas ao desenvolvimento do sector produtivo, para a multiplicação de rendimentos económicos capazes promoverem a auto-suficiência.

Por isso, Rúben Isaías Etome pediu à população no sentido de fiscalizar todas as acções em curso de âmbito local, provincial e central, que irão contribuir para empregabilidade da juventude, que, por sua vez, deve apostar na formação académica e técnico-profissional, não obstante o facto de contribuir para a preservação do património púbico.

Disse que dos 342 mil e 463 habitantes, 55 mil e 800 tem acesso à energia eléctrica, enquanto outros 34 mil e 562 beneficiam regularmente de água potável, com uma queda de 90 por cento, em comparação ao igual período anterior, em consequência da seca.

No domínio da agricultura, o gestor municipal informou que durante a primeira época agrícola 2020/2021, foram colhidas 90 mil e 103 toneladas de produtos diversos.

Desta cifra, conforme o responsável, destaca-se 18 mil e 275 de cereais, 47.392 de tubérculos e raízes, 3.293 de leguminosos, 18 mil e 691 de hortícolas e duas mil e 492 toneladas de frutas diversas.

Breve historial da Caála

O município dispõe de inúmeras potencialidades, do ponto de vista agro-pecuário e turístico, além de outro tipo de matéria-prima para o fomento da indústria transformadora, incluindo o Pólo de Desenvolvimento local, nas proximidades do Caminho-de-Ferro de Benguela, uma linha importante, quer para a importação, quer para a exportação de produtos.

A estação local do Caminho-de-Ferro de Benguela é também um empreendimento incontornável no processo de crescimento do município da Caála e, consequentemente, na melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes, já que diariamente passam por esta estação produtos provenientes das províncias vizinhas de Benguela, Bié e Moxico, ligadas pelo comboio de Benguela.

Com uma extensão territorial de três mil e 680 quilómetros quadros, o município da Caála, segundo reza a história, começou a ser habitado em 1900, pois quando iniciou a revolta do Bailundo, em 1902, contra opressão colonial, esta região já era habitada.

Em meados de 1912 chegou a Caála a linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), factor que contribuiu para o desenvolvimento do povoado que, até então, era um pequeno acampamento junto de uma aldeia antiga cujo soba se chamava Cahala Mbita, emergindo a partir desta altura como povoação.