"Criança Feliz" devolve dignidade para 100 menores carentes

  • Crianças beneficiam de refeições diárias
Catumbela – Cem crianças em situação de risco, dos três aos cinco anos de idade, beneficiam há um ano de apoio alimentar e acompanhamento integral, no bairro do Tchipiandalo, arredores da cidade de Benguela, soube esta quarta-feira a ANGOP.

Sob o lema “Transformando a realidade de comunidades vulneráveis”, o Programa Criança Feliz é implementado na Aldeia de Crianças SOS Benguela, pela organização não-governamental Actos.

Tem a finalidade de promover o desenvolvimento integral na primeira infância e fortalecer o papel das famílias na protecção e educação dos menores.

À ANGOP, a responsável do Criança Feliz em Benguela, Esperança Lufungula, salienta que o programa dinamizou o Centro Infantil Comunitário da Aldeia SOS, onde as cem crianças carentes são assistidas com duas refeições ao dia (pequeno-almoço e almoço), de segunda a sexta-feira, além de acções complementares de saúde e educação.

De acordo com a interlocutora, por ser uma entidade sem fins lucrativos, o PCF depende de doações financeiras a partir do Brasil, bem como de apoios alimentares do grupo empresarial Angoalissar, que permitem à ONG Actos ajudar a suprir as dificuldades destas crianças.

Esperança Lufungula, que falava por ocasião do Dia da Criança Africana, hoje assinalado, indicou como outra componente o auxílio na inserção das crianças no ensino primário, logo que completam cinco anos, além de distribuir, aos fins-de-semana, cestas básicas às famílias.

Neste momento, anotou, outras 20 crianças da Aldeia SOS Benguela também fazem parte do programa, o que eleva para 120 o número de beneficiários directos desta iniciativa, que surgiu há dez anos na Aldeia SOS Lubango, província da Huíla, pelas mãos da ONG Actos.

É nesse contexto que a entrevistada acredita que o PCF tem estado a devolver dignidade e esperança às crianças integradas no programa, por meio de visitas domiciliares às famílias que habitam em condições precárias e sem recursos para dar de comer aos filhos.

“Antes, as crianças eram tristes e pálidas (…) Havia crianças que pesavam 4 ou 5 quilos”, lembrou, evocando que, por causa da fome, algumas chegaram até a comer peixe cru, porque a sua comunidade é de pescadores artesanais.

Por outro lado, apelou a sociedade benguelense a abraçar esta causa, de tal sorte que o projecto seja replicado em outros bairros nos arredores da cidade de Benguela, onde mais crianças clamam por socorro diante da ameaça da fome.

E se houver mais apoios, Esperança Lufungula afirmou ser objectivo da Actos implementar o programa na província do Huambo, onde, como observou, há défice de instituições de caridade voltadas para crianças na primeira infância.

Programa muda vida de Francisco

José Francisco, de cinco anos de idade, é uma das dezenas de crianças que mudaram de vida desde que os voluntários angolanos do Programa Criança Feliz o encontraram sem rumo, no bairro do Tchipiandalo, segundo relata a própria mãe.

Com lágrimas de emoção, Núria Mariana espera que este programa não termine, uma vez que há muitas crianças que estão a passar fome ou sem assistência médica adequada, nos bairros de Benguela.

Ela diz que o Criança Feliz mudou seu filho Francisco, que está agora mais educado e obediente. Já colabora nas tarefas de casa sem negar.   

“Antes de comer, ele lava sempre as mãos”, conta a mãe, que acrescenta que Francisco era refilão e agora é um orgulho para a família.

O Criança Feliz, uma réplica do que já acontece no Brasil, está a ser implementado nas províncias angolanas da Huíla e de Benguela. Nesta última, conta com 12 voluntários, na sua maioria mulheres e, principalmente, crentes de várias igrejas, entre as quais a Pentecostal Visão Cristã.

 

Sob o lema “Transformando a realidade de comunidades vulneráveis”, o Programa Criança Feliz é implementado na Aldeia de Crianças SOS Benguela, pela organização não-governamental Actos.

Tem a finalidade de promover o desenvolvimento integral na primeira infância e fortalecer o papel das famílias na protecção e educação dos menores.

À ANGOP, a responsável do Criança Feliz em Benguela, Esperança Lufungula, salienta que o programa dinamizou o Centro Infantil Comunitário da Aldeia SOS, onde as cem crianças carentes são assistidas com duas refeições ao dia (pequeno-almoço e almoço), de segunda a sexta-feira, além de acções complementares de saúde e educação.

De acordo com a interlocutora, por ser uma entidade sem fins lucrativos, o PCF depende de doações financeiras a partir do Brasil, bem como de apoios alimentares do grupo empresarial Angoalissar, que permitem à ONG Actos ajudar a suprir as dificuldades destas crianças.

Esperança Lufungula, que falava por ocasião do Dia da Criança Africana, hoje assinalado, indicou como outra componente o auxílio na inserção das crianças no ensino primário, logo que completam cinco anos, além de distribuir, aos fins-de-semana, cestas básicas às famílias.

Neste momento, anotou, outras 20 crianças da Aldeia SOS Benguela também fazem parte do programa, o que eleva para 120 o número de beneficiários directos desta iniciativa, que surgiu há dez anos na Aldeia SOS Lubango, província da Huíla, pelas mãos da ONG Actos.

É nesse contexto que a entrevistada acredita que o PCF tem estado a devolver dignidade e esperança às crianças integradas no programa, por meio de visitas domiciliares às famílias que habitam em condições precárias e sem recursos para dar de comer aos filhos.

“Antes, as crianças eram tristes e pálidas (…) Havia crianças que pesavam 4 ou 5 quilos”, lembrou, evocando que, por causa da fome, algumas chegaram até a comer peixe cru, porque a sua comunidade é de pescadores artesanais.

Por outro lado, apelou a sociedade benguelense a abraçar esta causa, de tal sorte que o projecto seja replicado em outros bairros nos arredores da cidade de Benguela, onde mais crianças clamam por socorro diante da ameaça da fome.

E se houver mais apoios, Esperança Lufungula afirmou ser objectivo da Actos implementar o programa na província do Huambo, onde, como observou, há défice de instituições de caridade voltadas para crianças na primeira infância.

Programa muda vida de Francisco

José Francisco, de cinco anos de idade, é uma das dezenas de crianças que mudaram de vida desde que os voluntários angolanos do Programa Criança Feliz o encontraram sem rumo, no bairro do Tchipiandalo, segundo relata a própria mãe.

Com lágrimas de emoção, Núria Mariana espera que este programa não termine, uma vez que há muitas crianças que estão a passar fome ou sem assistência médica adequada, nos bairros de Benguela.

Ela diz que o Criança Feliz mudou seu filho Francisco, que está agora mais educado e obediente. Já colabora nas tarefas de casa sem negar.   

“Antes de comer, ele lava sempre as mãos”, conta a mãe, que acrescenta que Francisco era refilão e agora é um orgulho para a família.

O Criança Feliz, uma réplica do que já acontece no Brasil, está a ser implementado nas províncias angolanas da Huíla e de Benguela. Nesta última, conta com 12 voluntários, na sua maioria mulheres e, principalmente, crentes de várias igrejas, entre as quais a Pentecostal Visão Cristã.