Famílias da Cacula aplicam dinheiro do Kwenda em negócios

  • Sede municipal da Cacula, província da Huíla
Lubango – Os beneficiários do Programa de Fortalecimento do Sistema Nacional de Protecção Social (Kwenda) do município da Cacula, na Huíla, estão a investir as transferências monetárias na compra de animais e produtos agrícolas, cujo negócio já produz lucros.

Cada família recebeu até agora três, das quatro prestações de 25.500 do programa, mas devido a seca abdicaram da agricultura e investiram na aquisição de galinhas, porcos e cabritos, assim como em cereais e feijão que são revendidos nos mercados do Lubango.

Ao todo são mil e 119 agregados, que devem em breve receber a última prestação, para que o programa esteja cumprido, demonstrando até agora resultados de sustentabilidade da ajuda que beneficiaram.

Contactadas pela ANGOP, os visados, que maioritariamente optam pela agricultura familiar, mostraram-se receosos em adquirir sementes para a produção, uma vez que as chuvas foram fracas na presente campanha agrícola, pelo que procuraram investir em pequenos negócios.

Ana Florindo, de 37 anos, adquiriu na primeira e segunda prestação alguns porcos e comercializa a carne, sendo que do lucro obtido comprou outros animais de pequeno porte para os vender.

Disse que, para quem não tinha o que dar aos filhos, hoje tem uma garantia de no final de cada dia levar à casa alguns proventos, sem “matar” o negócio.

Um outro cidadão, Tchananga Tchipa, de 66 anos, também adquiriu porcos para reproduzir, bem como catanas, machados e enxadas, para auxiliar na actividade agrícola e disse estar aguardar pela última prestação para optar por um negócio de retorno rápido, enquanto o de médio prazo se solidifica.

Uma outra mulher é Alice Domingas, de 33 anos, que adquiriu galinhas que as revende no Lubango, dado que a longa estiagem a impediu de lançar sementes à terra.

Victorino Muteca, com sete filhos, vê melhorias na sua vida depois da recepção do benefício, pois com ele adquiriu igualmente animais de pequeno porte para criação.

Para além dos valores monetários, os agregados, que na sua maioria não possuíam bilhetes de identidade, conseguiram tratar o documento através do Centro de Acção Social Integrado (CASI), uma ferramenta que efectiva a municipalização da acção social, sendo que para além de emitir  registos de nascimentos e bilhetes de identidade, resolve conflitos familiares.

A Cacula foi o único município, na Huíla, a ser abrangido pelo projecto piloto, em Fevereiro de 2020, cuja previsão era de cadastrar 25.303 agregados familiares, mas registou 30 mil 668, em 360 bairros e aldeias.

Do número global de cadastrados nas comunas sede, Vite Vivali, Chituto e Tchicuaqueia, para além das 1.119 famílias que já receberem as três prestações, prevê-se que até final do ano em curso 3.980 agregados estejam inseridos na inclusão produtiva.

Para a fase de expansão, para além da Cacula, a Huíla conta ainda com Quilengues, em processo de validação dos agregados familiares cadastrados, Humpata e Gambos, em processo de formação dos agentes envolvidos para posterior cadastramento, focalização geográfica e identificação do local para implementação do CASI.

 

Cada família recebeu até agora três, das quatro prestações de 25.500 do programa, mas devido a seca abdicaram da agricultura e investiram na aquisição de galinhas, porcos e cabritos, assim como em cereais e feijão que são revendidos nos mercados do Lubango.

Ao todo são mil e 119 agregados, que devem em breve receber a última prestação, para que o programa esteja cumprido, demonstrando até agora resultados de sustentabilidade da ajuda que beneficiaram.

Contactadas pela ANGOP, os visados, que maioritariamente optam pela agricultura familiar, mostraram-se receosos em adquirir sementes para a produção, uma vez que as chuvas foram fracas na presente campanha agrícola, pelo que procuraram investir em pequenos negócios.

Ana Florindo, de 37 anos, adquiriu na primeira e segunda prestação alguns porcos e comercializa a carne, sendo que do lucro obtido comprou outros animais de pequeno porte para os vender.

Disse que, para quem não tinha o que dar aos filhos, hoje tem uma garantia de no final de cada dia levar à casa alguns proventos, sem “matar” o negócio.

Um outro cidadão, Tchananga Tchipa, de 66 anos, também adquiriu porcos para reproduzir, bem como catanas, machados e enxadas, para auxiliar na actividade agrícola e disse estar aguardar pela última prestação para optar por um negócio de retorno rápido, enquanto o de médio prazo se solidifica.

Uma outra mulher é Alice Domingas, de 33 anos, que adquiriu galinhas que as revende no Lubango, dado que a longa estiagem a impediu de lançar sementes à terra.

Victorino Muteca, com sete filhos, vê melhorias na sua vida depois da recepção do benefício, pois com ele adquiriu igualmente animais de pequeno porte para criação.

Para além dos valores monetários, os agregados, que na sua maioria não possuíam bilhetes de identidade, conseguiram tratar o documento através do Centro de Acção Social Integrado (CASI), uma ferramenta que efectiva a municipalização da acção social, sendo que para além de emitir  registos de nascimentos e bilhetes de identidade, resolve conflitos familiares.

A Cacula foi o único município, na Huíla, a ser abrangido pelo projecto piloto, em Fevereiro de 2020, cuja previsão era de cadastrar 25.303 agregados familiares, mas registou 30 mil 668, em 360 bairros e aldeias.

Do número global de cadastrados nas comunas sede, Vite Vivali, Chituto e Tchicuaqueia, para além das 1.119 famílias que já receberem as três prestações, prevê-se que até final do ano em curso 3.980 agregados estejam inseridos na inclusão produtiva.

Para a fase de expansão, para além da Cacula, a Huíla conta ainda com Quilengues, em processo de validação dos agregados familiares cadastrados, Humpata e Gambos, em processo de formação dos agentes envolvidos para posterior cadastramento, focalização geográfica e identificação do local para implementação do CASI.