Registo civíl capacita quadros sobre grafia de nomes bantu

  • Directora do gabinete provincial da Educação na Huíla, Paula Joaquim
Lubango - Quarenta técnicos da conservatória do registo civil, dos 14 municípios da província da Huíla, iniciaram hoje, terça-feira, no Lubango uma formação sobre a grafia correcta dos nomes de origem bantu, numa promoção do Gabinete da Educação.

A formação, com duração de três dias, decorre sobre o lema “Unidade Na Escrita e o Respeito pela Diversidade da Fala”.

A mesma visa dotar os funcionários de competências linguísticas necessárias para garantir, de forma eficaz, o sistema ortográfico das línguas angolanas bantu.

Durante a formação os técnicos vão abordar o desenvolvimento do uso e escrita dos nomes autóctones, princípios gerais da ortografia-padrão unificada, circunstâncias para atribuir um nome a um bebé, fonética dos nomes bantu em Angola e distinção da ortografia das línguas Bantu da europeia.

Ao falar na abertura da acção formativa, a directora do gabinete provincial da Educação, Paula Joaquim, afirmou que pretende-se harmonizar a escrita dos nomes, visto que são visíveis as falhas nesse quesito por parte de agentes do registo civil, bem como a recusa de nomes do género, for falta de conhecimento.

“Não pode constituir tabú, nem preconceito linguísticos ao conservador a atribuição de um nome bantu. Os nomes são atribuídos em função das circunstâncias que a mãe atravessa durante a gestação ou ao nascer, para além dos pais atribuírem nomes de parentes ou ancestral como recordação”, disse.

Reafirmou que os técnicos devem estar conscientes de que uma pessoa pode ser reconhecida ou exaltado o seu sentimento de pertença a partir do seu nome, uma identificação que está interligada com os provérbios, canções, imagens e outros artefactos que circulam entre o homem, cultura, cor, língua e natureza.  

Por sua vez, o delegado provincial da Justiça e Direitos Humanos da Huíla, Lisender André, destacou que a escolha e atribuição dos nomes, principalmente quando se trata os de origem bantu, acarretam uma “forte” influência cultural, daí que surge o “dilema” entre os progenitores e os serviços registais, basicamente no modo de escrita e pronúncia do nome a ser atribuído.

Para ele, é preciso conciliar a vontade dos progenitores e à necessidade de cumprir os aspectos legais.

Em Angola predominam oito línguas nacionais, nomeadamente Umbundo, Kimbumdu, Kikongo, Côkwe, Nganguela, Kwanyama e Fiote 

 

A formação, com duração de três dias, decorre sobre o lema “Unidade Na Escrita e o Respeito pela Diversidade da Fala”.

A mesma visa dotar os funcionários de competências linguísticas necessárias para garantir, de forma eficaz, o sistema ortográfico das línguas angolanas bantu.

Durante a formação os técnicos vão abordar o desenvolvimento do uso e escrita dos nomes autóctones, princípios gerais da ortografia-padrão unificada, circunstâncias para atribuir um nome a um bebé, fonética dos nomes bantu em Angola e distinção da ortografia das línguas Bantu da europeia.

Ao falar na abertura da acção formativa, a directora do gabinete provincial da Educação, Paula Joaquim, afirmou que pretende-se harmonizar a escrita dos nomes, visto que são visíveis as falhas nesse quesito por parte de agentes do registo civil, bem como a recusa de nomes do género, for falta de conhecimento.

“Não pode constituir tabú, nem preconceito linguísticos ao conservador a atribuição de um nome bantu. Os nomes são atribuídos em função das circunstâncias que a mãe atravessa durante a gestação ou ao nascer, para além dos pais atribuírem nomes de parentes ou ancestral como recordação”, disse.

Reafirmou que os técnicos devem estar conscientes de que uma pessoa pode ser reconhecida ou exaltado o seu sentimento de pertença a partir do seu nome, uma identificação que está interligada com os provérbios, canções, imagens e outros artefactos que circulam entre o homem, cultura, cor, língua e natureza.  

Por sua vez, o delegado provincial da Justiça e Direitos Humanos da Huíla, Lisender André, destacou que a escolha e atribuição dos nomes, principalmente quando se trata os de origem bantu, acarretam uma “forte” influência cultural, daí que surge o “dilema” entre os progenitores e os serviços registais, basicamente no modo de escrita e pronúncia do nome a ser atribuído.

Para ele, é preciso conciliar a vontade dos progenitores e à necessidade de cumprir os aspectos legais.

Em Angola predominam oito línguas nacionais, nomeadamente Umbundo, Kimbumdu, Kikongo, Côkwe, Nganguela, Kwanyama e Fiote