GPL relança bases para alteração e atribuição da toponímia

  • Governadora de Luanda, Ana Paula de Carvalho
Luanda – O Governo da Província de Luanda (GPL) relançou hoje, sexta-feira, as bases para a promoção do processo de alteração e atribuição da toponímia às unidades territoriais e vias de comunicação, com base na investigação histórica e na observância da Lei.

O lançamento destas bases foi feito no Workshop Provincial Sobre Toponímia, Princípios e Directrizes, Referencia de Memoria no Desenvolvimento Urbano, que decorreu no Museu Nacional de Historia Militar.

A governadora da província de Luanda, Ana Paula de Carvalho, disse no acto que o Workshop Sobre Toponímia serviu para relançar as bases para a promoção do processo de alteração e atribuição da toponímia às unidades, aglomerados territoriais, às vias de comunicação com base na investigação histórica, na observância dos postulados legais, na auscultação prévia dos órgãos consultivos das administrações municipais, distrito urbanos e comunas.

Ana Paula de Carvalho apelou a participação activa dos munícipes no processo da toponímia da cidade.

Dada a complexidade e os meios técnicos requeridos para a operação, a governante salientou que não se ambiciona concluir todo o processo numa só sentada, mas gerar resultados tangíveis enquanto a iniciativa se desenrola.

Segundo a governadora, não se pode ambicionar ter cidades inteligentes se as unidades territoriais não possuírem identificação.

Lançou o desafio às administrações municipais para, no âmbito das celebrações do 46º Aniversario da Independência Nacional, apresentarem propostas validas para a correcção ou atribuição de toponímias em algumas circunscrições territoriais, particularmente em zonas padronizadas.

Apelou para que às administrações, até a data da efeméride, proponha a correcção de topónimos de bairros, ruas que atentem contra a moral pública, hábitos e costumes.

Para governadora, a toponímia representa, para além da função cultural, um meio de referência geográfica, considerando importante dar nome aos lugares para os identificar, de forma a serem chamados pelos próprios nomes.

No evento foi abordado “ Historiografia da toponímia como recurso a memoria colectiva “ Organização e planeamento, a aplicação da toponímia e números da polícia “, “ Apresentação prática da administração municipal de Belas “, entre outros temas.  

Já a historiadora, Rosa Cruz e Silva, que abordou o tema “ Historiografia da toponímia como recurso a memória colectiva”, em declarações à imprensa, defendeu que sejam divulgados os nomes antigos dos bairros e ruas, para que se saiba o envolvimento que tiveram no decorrer da organização social e económica dos lugares, no sentido de se reter o conhecimento, a história e a cultura dos respectivos espaços.

Em relação aos nomes antigos que deixaram de ser divulgados, a antiga ministra da cultura exortou para que haja um exercício para a nomeação de topónimos, os especialistas que estudam tais matérias para fazerem a recuperação do conhecimento passado para ser adaptado ao novo contexto e realidade da história nacional.

Segundo a historiadora, não se deve apagar os registos da cultura autóctone, acentuado que cada vez mais deve se exaltar a história, uma vez que no período colonial muitas figuras nacionais foram marginalizadas, esquecidas e diabolizadas.

Por sua vez, o director geral, Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda, Hélder da Conceição José, que falou da “ Organização e planeamento, a aplicação do toponímia e números de polícia”, afirmou que a localização de todos os cidadãos deve estar identificada para facilitar a comunicação com as instituições e autoridades.       

Referiu que a toponímia deve ser vista numa perspectiva de continuidade, acentuado que as cidades cresceram de forma espontânea e não foram acompanhadas com a devida dinâmica de planeamento, situação que levou os cidadãos a darem os nomes dos bairros em função dos eventos que ocorriam nas zonas.    

Para o envio das contribuições da toponímia da cidade, o Governo Provincial de Luanda (GPL) tem disponível o correio electrónico: toponímia@luanda.gov.ao.

 

Depois do Workshop, a governadora, Ana Paula de Carvalho, descerrou a placa da rua que doravante passa a chamar-se Mandume Ya Ndemofayo – Rei de Oukwanyama, em vez de Soba Mandume Ya Ndemofayo, que era designado anteriormente.

Em representação da Corte do Reino do Kwanyama, Arsénio Satyohamba, mostrou-se orgulhoso pelo GPL e os munícipes de Luanda, contribuírem para reposição da legalidade, dignificando desta forma o povo da região sul de Angola.

A rua Mandume Ya Ndemofayo – Rei de Oukwanyama, no distrito urbano do Rangel, município de Luanda, nasce na via do antigo Mercado do Roque Santeiro e termina na bifurcação da Avenida Deolinda Rodrigues, junto a Unidade Operativa de Luanda (UOP).  

 

 

 

 

O lançamento destas bases foi feito no Workshop Provincial Sobre Toponímia, Princípios e Directrizes, Referencia de Memoria no Desenvolvimento Urbano, que decorreu no Museu Nacional de Historia Militar.

A governadora da província de Luanda, Ana Paula de Carvalho, disse no acto que o Workshop Sobre Toponímia serviu para relançar as bases para a promoção do processo de alteração e atribuição da toponímia às unidades, aglomerados territoriais, às vias de comunicação com base na investigação histórica, na observância dos postulados legais, na auscultação prévia dos órgãos consultivos das administrações municipais, distrito urbanos e comunas.

Ana Paula de Carvalho apelou a participação activa dos munícipes no processo da toponímia da cidade.

Dada a complexidade e os meios técnicos requeridos para a operação, a governante salientou que não se ambiciona concluir todo o processo numa só sentada, mas gerar resultados tangíveis enquanto a iniciativa se desenrola.

Segundo a governadora, não se pode ambicionar ter cidades inteligentes se as unidades territoriais não possuírem identificação.

Lançou o desafio às administrações municipais para, no âmbito das celebrações do 46º Aniversario da Independência Nacional, apresentarem propostas validas para a correcção ou atribuição de toponímias em algumas circunscrições territoriais, particularmente em zonas padronizadas.

Apelou para que às administrações, até a data da efeméride, proponha a correcção de topónimos de bairros, ruas que atentem contra a moral pública, hábitos e costumes.

Para governadora, a toponímia representa, para além da função cultural, um meio de referência geográfica, considerando importante dar nome aos lugares para os identificar, de forma a serem chamados pelos próprios nomes.

No evento foi abordado “ Historiografia da toponímia como recurso a memoria colectiva “ Organização e planeamento, a aplicação da toponímia e números da polícia “, “ Apresentação prática da administração municipal de Belas “, entre outros temas.  

Já a historiadora, Rosa Cruz e Silva, que abordou o tema “ Historiografia da toponímia como recurso a memória colectiva”, em declarações à imprensa, defendeu que sejam divulgados os nomes antigos dos bairros e ruas, para que se saiba o envolvimento que tiveram no decorrer da organização social e económica dos lugares, no sentido de se reter o conhecimento, a história e a cultura dos respectivos espaços.

Em relação aos nomes antigos que deixaram de ser divulgados, a antiga ministra da cultura exortou para que haja um exercício para a nomeação de topónimos, os especialistas que estudam tais matérias para fazerem a recuperação do conhecimento passado para ser adaptado ao novo contexto e realidade da história nacional.

Segundo a historiadora, não se deve apagar os registos da cultura autóctone, acentuado que cada vez mais deve se exaltar a história, uma vez que no período colonial muitas figuras nacionais foram marginalizadas, esquecidas e diabolizadas.

Por sua vez, o director geral, Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda, Hélder da Conceição José, que falou da “ Organização e planeamento, a aplicação do toponímia e números de polícia”, afirmou que a localização de todos os cidadãos deve estar identificada para facilitar a comunicação com as instituições e autoridades.       

Referiu que a toponímia deve ser vista numa perspectiva de continuidade, acentuado que as cidades cresceram de forma espontânea e não foram acompanhadas com a devida dinâmica de planeamento, situação que levou os cidadãos a darem os nomes dos bairros em função dos eventos que ocorriam nas zonas.    

Para o envio das contribuições da toponímia da cidade, o Governo Provincial de Luanda (GPL) tem disponível o correio electrónico: toponímia@luanda.gov.ao.

 

Depois do Workshop, a governadora, Ana Paula de Carvalho, descerrou a placa da rua que doravante passa a chamar-se Mandume Ya Ndemofayo – Rei de Oukwanyama, em vez de Soba Mandume Ya Ndemofayo, que era designado anteriormente.

Em representação da Corte do Reino do Kwanyama, Arsénio Satyohamba, mostrou-se orgulhoso pelo GPL e os munícipes de Luanda, contribuírem para reposição da legalidade, dignificando desta forma o povo da região sul de Angola.

A rua Mandume Ya Ndemofayo – Rei de Oukwanyama, no distrito urbano do Rangel, município de Luanda, nasce na via do antigo Mercado do Roque Santeiro e termina na bifurcação da Avenida Deolinda Rodrigues, junto a Unidade Operativa de Luanda (UOP).