Greve na EASL sem solução à vista

  • Reservatório de água do Centro de Saúde da Centralidade do Lobito
Lobito – A retoma da greve na Empresa de Águas e Saneamento do Lobito, província de Benguela, atingiu, esta terça-feira, o oitavo dia, alegadamente por incumprimento das reclamações dos trabalhadores pelo Conselho de Administração, apurou a Angop.

Apesar do piquete garantir que assegura os serviços mínimos, com o abastecimento de água por um período de 12 horas, munícipes do Lobito afirmam que há falta de água em muitos bairros, e noutros, as pessoas conseguem apenas aproveitar o líquido durante duas horas, no período da noite.

Em função disso, nota-se o movimento de muitos populares a deambularem pelas ruas com recipientes à procura da água e, por outro lado, a actividade dos camiões-cisternas duplicou, alguns deles, visando a “oportunidade de facturar”.

Falando à Angop, o secretário do Sindicato da EASL para a área jurídica, João Nunda, apontou alguns pontos importantes em falta, tal como o salário de Agosto que “até hoje ainda não foi pago”.

“A Segurança Social é outro problema que consideramos grave, na medida em que somos descontados e não há meio de ser resolvido. Em Maio, a dívida já rondava os duzentos e quarenta milhões de Kwanzas”, realçou.

Em relação ao Equipamento de Protecção Individual (EPI), prometido pelo Conselho de Administração na penúltima greve, disse que nada foi cumprido, excepto a entrega de uma máscara facial cirúrgica para cada técnico que trabalha com os produtos químicos, considerada imprópria para o efeito.

"Ficou sem efeito, a dívida relacionada com o Fundo Social, de 25 milhões de kwanzas, cuja promessa foi de ressarcir faseadamente, a partir do passado mês de Agosto", esclareceu.

Entretanto, João Nunda revelou que, dos 17 pontos reclamados, apenas foi satisfeito o pagamento da cesta básica, orçado em 13 milhões de Kwanzas, graças à intercepção do governador Luís Nunes, que fez diligências no sentido de eliminar a dívida.

Fez saber que os trabalhadores estão agastados com o Presidente do Conselho de Administração, Henrique Calenga, e já não o querem na liderança da EASL, uma vez que a empresa tem capacidade para resolver certos assuntos, internamente.

Entre 60 a 80 trabalhadores têm feito uma vigília na Central de Abastecimento de Água, todos os dias, a partir das 19 horas, e prometem ir até ao dia 30, caso não haja nenhum contacto com o órgão de tutela.

Até ao momento, nem o Conselho de Administração, nem representantes do Ministério da Energia e Águas se pronunciaram sobre a greve que está a criar enormes constrangimentos aos munícipes do Lobito e arredores.

O Centro de Abastecimento de Água do Lobito, que também abastece o município da Catumbela, tem uma capacidade instalada de cinco mil e 400 metros cúbicos de água por hora, mas trabalha apenas a 50 por cento por causa dos equipamentos obsoletos que funcionam desde 2007.

Apesar do piquete garantir que assegura os serviços mínimos, com o abastecimento de água por um período de 12 horas, munícipes do Lobito afirmam que há falta de água em muitos bairros, e noutros, as pessoas conseguem apenas aproveitar o líquido durante duas horas, no período da noite.

Em função disso, nota-se o movimento de muitos populares a deambularem pelas ruas com recipientes à procura da água e, por outro lado, a actividade dos camiões-cisternas duplicou, alguns deles, visando a “oportunidade de facturar”.

Falando à Angop, o secretário do Sindicato da EASL para a área jurídica, João Nunda, apontou alguns pontos importantes em falta, tal como o salário de Agosto que “até hoje ainda não foi pago”.

“A Segurança Social é outro problema que consideramos grave, na medida em que somos descontados e não há meio de ser resolvido. Em Maio, a dívida já rondava os duzentos e quarenta milhões de Kwanzas”, realçou.

Em relação ao Equipamento de Protecção Individual (EPI), prometido pelo Conselho de Administração na penúltima greve, disse que nada foi cumprido, excepto a entrega de uma máscara facial cirúrgica para cada técnico que trabalha com os produtos químicos, considerada imprópria para o efeito.

"Ficou sem efeito, a dívida relacionada com o Fundo Social, de 25 milhões de kwanzas, cuja promessa foi de ressarcir faseadamente, a partir do passado mês de Agosto", esclareceu.

Entretanto, João Nunda revelou que, dos 17 pontos reclamados, apenas foi satisfeito o pagamento da cesta básica, orçado em 13 milhões de Kwanzas, graças à intercepção do governador Luís Nunes, que fez diligências no sentido de eliminar a dívida.

Fez saber que os trabalhadores estão agastados com o Presidente do Conselho de Administração, Henrique Calenga, e já não o querem na liderança da EASL, uma vez que a empresa tem capacidade para resolver certos assuntos, internamente.

Entre 60 a 80 trabalhadores têm feito uma vigília na Central de Abastecimento de Água, todos os dias, a partir das 19 horas, e prometem ir até ao dia 30, caso não haja nenhum contacto com o órgão de tutela.

Até ao momento, nem o Conselho de Administração, nem representantes do Ministério da Energia e Águas se pronunciaram sobre a greve que está a criar enormes constrangimentos aos munícipes do Lobito e arredores.

O Centro de Abastecimento de Água do Lobito, que também abastece o município da Catumbela, tem uma capacidade instalada de cinco mil e 400 metros cúbicos de água por hora, mas trabalha apenas a 50 por cento por causa dos equipamentos obsoletos que funcionam desde 2007.