Igreja kimbanguista assinala centenário

  • Fiéis da Igreja Kimbanguista
Luanda - A Igreja de Jesus Cristo sobre a Terra (Kimbanguista) celebra, nesta terça-feira (6), cem anos de existência, com inúmeros desafios pela frente, com destaque para a resolução da crise de liderança que enfrenta há 16 anos.

Fundada a 6 de Abril de 1921, na localidade de Nkamba, no ex-Congo belga, actual República Democrática do Congo, pelo profeta Simão Kimbangu, esta congregação está implantada em 37 países de África, Europa e América.

Baseada nos princípios do cumprimento dos mandamentos da lei de Deus, trabalho e amor, as   suas acções estão viradas para o resgate dos valores cívicos e morais.

Assim, a educação da juventude constitui prioridade da agremiação, visando impedir que esta franja da sociedade enverede por práticas socialmente nocivas.

Com vista a materializar este desiderato, a congregação agrupou os jovens em várias   estruturas, tais como coros, grupos de estudo, de trabalho, entre outros, onde os princípios que norteiam a igreja são inculcados.

Segundo o líder espiritual da congregação em Angola, Paul Kissolokele, a educação da juventude tem sido uma preocupação, contando, para o efeito, com a realizações de acções relevantes, como acampamentos, palestras sobre a necessidade da preservação dos valores éticos e morais, entre outros.

Recordou que a execução de projectos sociais tem igualmente sido uma prática da igreja kimbanguista, destacando-se, neste capítulo, a construção de uma maternidade no município de Viana, em Luanda, com capacidade para 200 camas, a reconstrução do centro de conferências com um edifício multiuso, mais de 20 suites e uma escola do ensino médio, um templo com capacidade para albergar mais de 10 mil fiéis sentados e um centro médico.

A construção de uma universidade, cuja acção aguarda apenas por financiamentos de parceiros internacionais contactados para o efeito, consta do lista de projectos em carteira.

Com vista a contribuir para a mitigação da fome no seio dos fiéis, em particular, e das populações em geral, todos os conselhos provinciais foram orientados para a criação de projectos agro-pecuários, contando cada pastor com um terreno para a prática da agricultura.

Participação na luta de libertação

Um dos objectivos preconizados pelo profeta Simão Kimbangu foi a “libertação total do africano”, facto que levou as autoridades belgas a condená-lo a prisão perpétua, tendo permanecido encarcerado 27 anos.

Com base neste objectivo, a igreja jogou um papel preponderante na luta de libertação nacional em Angola, onde muitos dos seus fiéis cumpriram prisões em várias localidades do país. Estes fiéis eram considerados terroristas pelas autoridades coloniais portuguesas, pelo simples facto de lutarem pela independência do seu país.

Esta luta culminou com o reconhecimento da Igreja Kimbanguista, a 18 de Novembro de 1974, pelas autoridades coloniais portuguesas, precisamente um ano antes da proclamação da independência de Angola.

Por esta razão, os kimbanguistas afirmam que "este reconhecimento não foi obra do acaso, pois a libertação espiritual vem sempre antes da material".

Crise de liderança

Neste momento, a igreja debate-se com uma crise de liderança, que já dura há cerca de 16 anos, originada por divergências surgidas após a conferência internacional realizada em Nkamba, em que ficou determinado que, a partir dessa altura, a igreja seria dirigida por apenas um dos netos de Simão Kimbangu, contrariamente à entronização dos 23 netos.

Os 23 netos de Simão Kimbangu foram entronizados em 2005, e todos eles devem ser considerados líderes espirituais da congregação, facto que a conferência contrariava ao considerá-los, apenas, conselheiros do líder espiritual.

Este facto levou a divisão da igreja, o que originou o surgimento de duas alas, uma que apoia os 23 netos como líderes espirituais e outra que apenas quer um representante.

A crise teve a sua agudização em Angola, onde as duas alas se têm confrontado com acusações mútuas em tribunais.

Entretanto, o alcance da reconciliação entre os fiéis kimbanguistas tem constituído um dos objectivos de Paul Kissolokele, um dos netos do profeta Simão Kimbangu.

Kissolokele apela a paciência com vista ao alcance da reconciliação total, uma vez que famílias inteiras se encontram divididas, referindo que a contregação por si liderada está a trabalhar nesse sentido.

A igreja kimbanguista em Angola conta com mais de um milhão de fiéis.

Fundada a 6 de Abril de 1921, na localidade de Nkamba, no ex-Congo belga, actual República Democrática do Congo, pelo profeta Simão Kimbangu, esta congregação está implantada em 37 países de África, Europa e América.

Baseada nos princípios do cumprimento dos mandamentos da lei de Deus, trabalho e amor, as   suas acções estão viradas para o resgate dos valores cívicos e morais.

Assim, a educação da juventude constitui prioridade da agremiação, visando impedir que esta franja da sociedade enverede por práticas socialmente nocivas.

Com vista a materializar este desiderato, a congregação agrupou os jovens em várias   estruturas, tais como coros, grupos de estudo, de trabalho, entre outros, onde os princípios que norteiam a igreja são inculcados.

Segundo o líder espiritual da congregação em Angola, Paul Kissolokele, a educação da juventude tem sido uma preocupação, contando, para o efeito, com a realizações de acções relevantes, como acampamentos, palestras sobre a necessidade da preservação dos valores éticos e morais, entre outros.

Recordou que a execução de projectos sociais tem igualmente sido uma prática da igreja kimbanguista, destacando-se, neste capítulo, a construção de uma maternidade no município de Viana, em Luanda, com capacidade para 200 camas, a reconstrução do centro de conferências com um edifício multiuso, mais de 20 suites e uma escola do ensino médio, um templo com capacidade para albergar mais de 10 mil fiéis sentados e um centro médico.

A construção de uma universidade, cuja acção aguarda apenas por financiamentos de parceiros internacionais contactados para o efeito, consta do lista de projectos em carteira.

Com vista a contribuir para a mitigação da fome no seio dos fiéis, em particular, e das populações em geral, todos os conselhos provinciais foram orientados para a criação de projectos agro-pecuários, contando cada pastor com um terreno para a prática da agricultura.

Participação na luta de libertação

Um dos objectivos preconizados pelo profeta Simão Kimbangu foi a “libertação total do africano”, facto que levou as autoridades belgas a condená-lo a prisão perpétua, tendo permanecido encarcerado 27 anos.

Com base neste objectivo, a igreja jogou um papel preponderante na luta de libertação nacional em Angola, onde muitos dos seus fiéis cumpriram prisões em várias localidades do país. Estes fiéis eram considerados terroristas pelas autoridades coloniais portuguesas, pelo simples facto de lutarem pela independência do seu país.

Esta luta culminou com o reconhecimento da Igreja Kimbanguista, a 18 de Novembro de 1974, pelas autoridades coloniais portuguesas, precisamente um ano antes da proclamação da independência de Angola.

Por esta razão, os kimbanguistas afirmam que "este reconhecimento não foi obra do acaso, pois a libertação espiritual vem sempre antes da material".

Crise de liderança

Neste momento, a igreja debate-se com uma crise de liderança, que já dura há cerca de 16 anos, originada por divergências surgidas após a conferência internacional realizada em Nkamba, em que ficou determinado que, a partir dessa altura, a igreja seria dirigida por apenas um dos netos de Simão Kimbangu, contrariamente à entronização dos 23 netos.

Os 23 netos de Simão Kimbangu foram entronizados em 2005, e todos eles devem ser considerados líderes espirituais da congregação, facto que a conferência contrariava ao considerá-los, apenas, conselheiros do líder espiritual.

Este facto levou a divisão da igreja, o que originou o surgimento de duas alas, uma que apoia os 23 netos como líderes espirituais e outra que apenas quer um representante.

A crise teve a sua agudização em Angola, onde as duas alas se têm confrontado com acusações mútuas em tribunais.

Entretanto, o alcance da reconciliação entre os fiéis kimbanguistas tem constituído um dos objectivos de Paul Kissolokele, um dos netos do profeta Simão Kimbangu.

Kissolokele apela a paciência com vista ao alcance da reconciliação total, uma vez que famílias inteiras se encontram divididas, referindo que a contregação por si liderada está a trabalhar nesse sentido.

A igreja kimbanguista em Angola conta com mais de um milhão de fiéis.