INAC acusa centros de acolhimento de dificultar processo de adopção

  • Paulo Kalesi,  Director Geral do INAC
Luanda - O director Geral do Instituto Nacional da Criança, Paulo Kalesi, acusou, esta segunda-feira, os centros de acolhimento de Luanda de dificultarem o processo de adopção de crianças em situação de vulnerabilidade, impedindo-as de uma vida melhor em famílias adoptivas.

Paulo Kalesi,  que falava numa sessão de  apresentação do ponto de situação da municipalização dos procedimentos para adopção de crianças, referiu que dos 24 centros de Luanda apenas o Lar Kuzola faz chegar ao gabinete da acção social processos para adopção, sem mencionar o número.

“Estes processos são completamente morosos e muitas vezes leva até 4 anos para muitas famílias conseguirem adoptar, o que era suposto ser entre 6 meses até o máximo 2 anos. Neste momento, a lista de espera de famílias que querem adoptar é grande, mas não existem crianças pois os centros não conseguem explicar o porque da não inscrição das crianças”, frisou.

O país conta com 118 centros de acolhimento que acolhem aproximadamente 8 mil crianças.

Paulo Kalesi manifestou-se preocupado com a crescente tendência dos responsáveis dos lares entregarem as crianças a supostos padrinhos sem o conhecimento das direcções municipais da acção social e anuência do julgado de menores.

O responsável salientou que se regista um aumento no que toca aos casos de cidadãos que ficam com a guarda de crianças e recém nascidas achadas nos contentores de lixo ou na via pública, sem comunicarem a direcção provincial, dificultando o seguimento do processo de localização familiar.

Paulo Kalesi,  que falava numa sessão de  apresentação do ponto de situação da municipalização dos procedimentos para adopção de crianças, referiu que dos 24 centros de Luanda apenas o Lar Kuzola faz chegar ao gabinete da acção social processos para adopção, sem mencionar o número.

“Estes processos são completamente morosos e muitas vezes leva até 4 anos para muitas famílias conseguirem adoptar, o que era suposto ser entre 6 meses até o máximo 2 anos. Neste momento, a lista de espera de famílias que querem adoptar é grande, mas não existem crianças pois os centros não conseguem explicar o porque da não inscrição das crianças”, frisou.

O país conta com 118 centros de acolhimento que acolhem aproximadamente 8 mil crianças.

Paulo Kalesi manifestou-se preocupado com a crescente tendência dos responsáveis dos lares entregarem as crianças a supostos padrinhos sem o conhecimento das direcções municipais da acção social e anuência do julgado de menores.

O responsável salientou que se regista um aumento no que toca aos casos de cidadãos que ficam com a guarda de crianças e recém nascidas achadas nos contentores de lixo ou na via pública, sem comunicarem a direcção provincial, dificultando o seguimento do processo de localização familiar.