IURD-Angola convoca assembleia geral para Fevereiro

  • Parte frontal da IURD no Morro Bento, em Luanda
Luanda - A comissão de reforma da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD)-Angola convocou, sábado, em Luanda, a sua assembleia geral ordinária para a última semana de Fevereiro deste ano.

O anúncio foi feito pelo coordenador da Comissão de Reforma da IURD-Angola, bispo Valente Luís, quando discursava numa cerimónia de tomada de posse de 62 ministros de culto que vão formar o corpo de pastores da igreja.

No acto, tomaram também posse 23 conselheiros que irão coordenar as acções pastorais nos mais de 200 templos da IURD-Angola, implementados pelas 18 províncias do país.

O bispo Valente Luís fez saber que com a realização da referida assembleia-geral a comissão de gestão transitória cessará as suas funções, passando a responsabilidade aos órgãos sociais a serem eleitos a luz dos estatutos da IURD-Angola.

“As reformas vão continuar de maneira efectiva, porque almejamos uma igreja santa, imaculada e forte”, ressalto.

Disse que a igreja é chamada para servir de exemplo de reconciliação e perdão, bem como de modelo da sociedade no que toca à moral e à ética, pautando no auxílio espiritual e não só.

“É preciso que cada um de nós seja capaz de compreender a nossa missão como membros do corpo de Cristo e de praticar os princípios básicos do cristianismo, que são a fé, justiça e a misericórdia”, sublinhou.

Quanto à reabertura dos templos, o bispo Valente Luís fez saber que tal acto depende apenas de decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR), uma vez que a igreja está pronta para reunir os fiéis e cultuar.

Por sua vez, o secretário-geral da Aliança Evangélica de Angola, reverendo António Mussaqui, que participou da actividade, referiu que o acto de tomada de posse dos ministros e conselheiros da IURD-Angola, representa a unidade da igreja e o reconhecimento da liderança angolana.

No seu entender, para a igreja continuar a ser o modelo da sociedade é necessário que se cultive a paz, harmonia social, solidariedade e respeito às instituições.

A cerimónia contou com a presença de dirigentes de distintas instituições religiosas.

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), criada em 1977, no Brasil, pelo bispo Edir Macedo, implantou-se em Angola em 1992.

A crise na IURD em Angola resultou de profundas divergências entre pastores e bispos angolanos e brasileiros sobre a gestão dessa instituição, com queixas de humilhações, injustiças e discriminação apresentadas por angolanos.

O conflito agudizou-se em Junho de 2019, quando pastores e bispos se envolveram numa intensa troca de acusações e agressões físicas.

Desde a ocorrência, registada em diversas províncias do país, a Comissão de Gestão assumiu o controlo de dezenas de templos.

Na altura em que se deu o primeiro sinal da crise, 320 pastores e bispos acusaram os ex-parceiros brasileiros de várias irregularidades e, a partir daí, a situação degenerou num braço-de-ferro pela liderança da IURD no país.

Dos principais factores do conflito saltam à vista, segundo o manifesto, a exigência da prática da vasectomia aos pastores angolanos, abortos forçados, racismo, alienação de mais de metade do património da igreja, branqueamento de capitais, e evasão de divisas para o exterior.

Constam ainda das acusações a proibição às mulheres de pastores de terem acesso à formação académica/científica e técnico-profissional, irregularidades no pagamento da segurança social e falta de projecto de desenvolvimento pastoral em formação teológica específica.

A 17 de Novembro de 2020, o Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR) declarou que, para efeitos de legalidade da liderança da IURD Angola, é suficiente o Diário da República, III Série, número 129, de 26 de Novembro de 2020.

Deste boletim oficial do Estado consta a Acta da Assembleia-geral Extraordinária, de 24 de Junho, e o Termo de Certificação de outros factos, emitido pelo quarto Cartório Notarial de Luanda.

O Diário da República confirma a eleição dos representantes da IURD Angola e confere poderes ao coordenador da Comissão de Reforma, Valente Luís, para representar a igreja de origem brasileira em Angola.

O anúncio foi feito pelo coordenador da Comissão de Reforma da IURD-Angola, bispo Valente Luís, quando discursava numa cerimónia de tomada de posse de 62 ministros de culto que vão formar o corpo de pastores da igreja.

No acto, tomaram também posse 23 conselheiros que irão coordenar as acções pastorais nos mais de 200 templos da IURD-Angola, implementados pelas 18 províncias do país.

O bispo Valente Luís fez saber que com a realização da referida assembleia-geral a comissão de gestão transitória cessará as suas funções, passando a responsabilidade aos órgãos sociais a serem eleitos a luz dos estatutos da IURD-Angola.

“As reformas vão continuar de maneira efectiva, porque almejamos uma igreja santa, imaculada e forte”, ressalto.

Disse que a igreja é chamada para servir de exemplo de reconciliação e perdão, bem como de modelo da sociedade no que toca à moral e à ética, pautando no auxílio espiritual e não só.

“É preciso que cada um de nós seja capaz de compreender a nossa missão como membros do corpo de Cristo e de praticar os princípios básicos do cristianismo, que são a fé, justiça e a misericórdia”, sublinhou.

Quanto à reabertura dos templos, o bispo Valente Luís fez saber que tal acto depende apenas de decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR), uma vez que a igreja está pronta para reunir os fiéis e cultuar.

Por sua vez, o secretário-geral da Aliança Evangélica de Angola, reverendo António Mussaqui, que participou da actividade, referiu que o acto de tomada de posse dos ministros e conselheiros da IURD-Angola, representa a unidade da igreja e o reconhecimento da liderança angolana.

No seu entender, para a igreja continuar a ser o modelo da sociedade é necessário que se cultive a paz, harmonia social, solidariedade e respeito às instituições.

A cerimónia contou com a presença de dirigentes de distintas instituições religiosas.

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), criada em 1977, no Brasil, pelo bispo Edir Macedo, implantou-se em Angola em 1992.

A crise na IURD em Angola resultou de profundas divergências entre pastores e bispos angolanos e brasileiros sobre a gestão dessa instituição, com queixas de humilhações, injustiças e discriminação apresentadas por angolanos.

O conflito agudizou-se em Junho de 2019, quando pastores e bispos se envolveram numa intensa troca de acusações e agressões físicas.

Desde a ocorrência, registada em diversas províncias do país, a Comissão de Gestão assumiu o controlo de dezenas de templos.

Na altura em que se deu o primeiro sinal da crise, 320 pastores e bispos acusaram os ex-parceiros brasileiros de várias irregularidades e, a partir daí, a situação degenerou num braço-de-ferro pela liderança da IURD no país.

Dos principais factores do conflito saltam à vista, segundo o manifesto, a exigência da prática da vasectomia aos pastores angolanos, abortos forçados, racismo, alienação de mais de metade do património da igreja, branqueamento de capitais, e evasão de divisas para o exterior.

Constam ainda das acusações a proibição às mulheres de pastores de terem acesso à formação académica/científica e técnico-profissional, irregularidades no pagamento da segurança social e falta de projecto de desenvolvimento pastoral em formação teológica específica.

A 17 de Novembro de 2020, o Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR) declarou que, para efeitos de legalidade da liderança da IURD Angola, é suficiente o Diário da República, III Série, número 129, de 26 de Novembro de 2020.

Deste boletim oficial do Estado consta a Acta da Assembleia-geral Extraordinária, de 24 de Junho, e o Termo de Certificação de outros factos, emitido pelo quarto Cartório Notarial de Luanda.

O Diário da República confirma a eleição dos representantes da IURD Angola e confere poderes ao coordenador da Comissão de Reforma, Valente Luís, para representar a igreja de origem brasileira em Angola.