Lubango assinala 98 anos com foco na mobilidade urbana

  • Vista parcial da cidade do Lubango
  • Huíla: Pormenor da cidade do Lubango
Lubango – O Lubango, capital da província da Huíla completa hoje, segunda-feira, 98 anos, com as suas autoridades a focarem-se na melhoria da mobilidade urbana, através da imposição de disciplina nos transportes colectivos e mototaxistas.

O dia é de feriado municipal, ocasião para os munícipes refletirem sobre o  crescimento e a necessidade de promover a urbe a outros patamares.

Entre tombos e glórias, Lubango exibe uma nova imagem, pois está na recta final a primeira fase do programa de construção e requalificação das infraestruturas integradas, que agrada não só os seus habitantes, como quem a visita.

A rua Hojy-Ya-Henda é um exemplo, cuja a requalificação contemplou iluminação pública em postes ornamentais, vala de drenagem, via pedonal com faixa de rodagem para cargas e descargas ao centro, bancos e canteiros de jardim com pontos de rega.

Ao todo, 31 ruas foram reabilitadas, a maior parte delas no casco urbano e nasceram outras na periferia, o que valorizou os bairros periféricos como a Machiqueira, Ferrovia, Mitcha, Mapunda e Tchioco, só para citar alguns.

A energia eléctrica é o maior problema, os munícipes vivem restrições apertadas, algumas das quais com 12 horas, mas vislumbra-se uma solução, a chegada da nova linha de Laúca, que passará pelo Huambo.

Falando no quadro das festividades, o administrador local, Armando Vieira, admite que a cidade está nova, mas é preciso que se criem mecanismos para preservar o bem construído.

O primeiro passo, conforme o gestor, passa por restringir a circulação de moto-taxistas no casco urbano e impor disciplina no trânsito, já que na maior parte dos casos são eles que degradam o bem público.

Essa medida começa por ser implementada já, mediante um decreto municipal que proíbe os moto-taxistas a pratica a actividade no casco urbano.

Por outro lado, Armando Vieira defende a necessidade de se definir paragens próprias para o serviço de transporte colectivo de pessoas, como forma de facilitar a mobilidade urbana.

Na mesma senda, um dos mais antigos moradores da cidade, Horário dos Reis, saudou a decisão, porque para ele, a vandalização dos passeios, sinais de trânsito e outros bens públicos é feita, sobretudo pelos chamados “kupapatas”, que desrespeitam as normas instituídas.

Um outro munícipe do Lubango, Fernando Moutinho, advoga a necessidade das crianças, nas escolas aprenderem como preservar o bem público.

Sugere que sejam dadas, nas aulas de educação moral e cívica, matérias ligadas ao assunto, como forma delas terem noção do valor do bem comum.

A história revela que a chegada da locomotiva do Caminho de Ferro de Moçâmedes ao planalto da Huíla a 31 de Maio de 1923, ida do Namibe, conferia a então Sá da Bandeira, o estatuto de cidade, hoje tida como uma das mais belas do país.

Sá da Bandeira foi elevada à categoria de cidade no dia 31 de Maio de 1923,  com a proclamação, na residência do Governo Geral, na Humpata (hoje município “satélite” do Lubango), do então alto-comissário da República, general Norton de Matos, uma homenagem a Marques de Sá da Bandeira.

A “Cidade do Conhecimento”, nome que adoptou em 2007 ou “Jardim de Angola”, como conhecida nos anos 70 a 90, deixa para atrás os velhos problemas de mobilidade, pois as obras requalificação iniciadas em Setembro de 2017 trouxeram pela primeira vez infra-estruturas integradas que custaram ao Estado 212 milhões, 682 mil, 926,83 dólares norte-americanos.

A cidade cresceu, mas a entrada em cena da nova centralidade da Quilemba e da urbanização da Eywa ajudou a desmobilizar bairros urbanos de casas de lata e adobe que nasceram em zonas nobres, em pleno período de conflito, como o Walya-Wenda, Camazingo e Xota, cujos habitantes vivem hoje em condições mais dignas noutros conjuntos habitacionais.

A sua localização geográfica torna-a num dos pontos de confluência de todos que desejam cruzar Angola.

O clima é tropical de altitude, a temperatura média anual ronda aos 20 graus centígrados, sendo Julho o mês o mais frio e Novembro o mais quente.

A média pluviométrica anual é superior a 1000 milímetros, o que faz com que a vegetação predominante seja baseada em árvores carnudas que surgem no meio de ervas rasteiras, próprias de regiões de transição para o deserto.

A etnia prevalecente é o subgrupo étnico Ovamuila, do grupo Nhaneka-Humby, que vive disperso em pequenas aldeias.

O primeiro contacto europeu com pessoas da região data de 1627. Embora a soberania portuguesa tenha começado apenas em 1769, mas foram os holandeses que deram os primeiros sinais de povoamento europeu, por volta de 1880.

Com uma superfície territorial de três mil 140 quilómetros, o município do Lubango foi concebido para 50 mil habitantes. Passados 98 anos, desde que alcançou a categoria de cidade, alberga hoje mais de um milhão.

O dia é de feriado municipal, ocasião para os munícipes refletirem sobre o  crescimento e a necessidade de promover a urbe a outros patamares.

Entre tombos e glórias, Lubango exibe uma nova imagem, pois está na recta final a primeira fase do programa de construção e requalificação das infraestruturas integradas, que agrada não só os seus habitantes, como quem a visita.

A rua Hojy-Ya-Henda é um exemplo, cuja a requalificação contemplou iluminação pública em postes ornamentais, vala de drenagem, via pedonal com faixa de rodagem para cargas e descargas ao centro, bancos e canteiros de jardim com pontos de rega.

Ao todo, 31 ruas foram reabilitadas, a maior parte delas no casco urbano e nasceram outras na periferia, o que valorizou os bairros periféricos como a Machiqueira, Ferrovia, Mitcha, Mapunda e Tchioco, só para citar alguns.

A energia eléctrica é o maior problema, os munícipes vivem restrições apertadas, algumas das quais com 12 horas, mas vislumbra-se uma solução, a chegada da nova linha de Laúca, que passará pelo Huambo.

Falando no quadro das festividades, o administrador local, Armando Vieira, admite que a cidade está nova, mas é preciso que se criem mecanismos para preservar o bem construído.

O primeiro passo, conforme o gestor, passa por restringir a circulação de moto-taxistas no casco urbano e impor disciplina no trânsito, já que na maior parte dos casos são eles que degradam o bem público.

Essa medida começa por ser implementada já, mediante um decreto municipal que proíbe os moto-taxistas a pratica a actividade no casco urbano.

Por outro lado, Armando Vieira defende a necessidade de se definir paragens próprias para o serviço de transporte colectivo de pessoas, como forma de facilitar a mobilidade urbana.

Na mesma senda, um dos mais antigos moradores da cidade, Horário dos Reis, saudou a decisão, porque para ele, a vandalização dos passeios, sinais de trânsito e outros bens públicos é feita, sobretudo pelos chamados “kupapatas”, que desrespeitam as normas instituídas.

Um outro munícipe do Lubango, Fernando Moutinho, advoga a necessidade das crianças, nas escolas aprenderem como preservar o bem público.

Sugere que sejam dadas, nas aulas de educação moral e cívica, matérias ligadas ao assunto, como forma delas terem noção do valor do bem comum.

A história revela que a chegada da locomotiva do Caminho de Ferro de Moçâmedes ao planalto da Huíla a 31 de Maio de 1923, ida do Namibe, conferia a então Sá da Bandeira, o estatuto de cidade, hoje tida como uma das mais belas do país.

Sá da Bandeira foi elevada à categoria de cidade no dia 31 de Maio de 1923,  com a proclamação, na residência do Governo Geral, na Humpata (hoje município “satélite” do Lubango), do então alto-comissário da República, general Norton de Matos, uma homenagem a Marques de Sá da Bandeira.

A “Cidade do Conhecimento”, nome que adoptou em 2007 ou “Jardim de Angola”, como conhecida nos anos 70 a 90, deixa para atrás os velhos problemas de mobilidade, pois as obras requalificação iniciadas em Setembro de 2017 trouxeram pela primeira vez infra-estruturas integradas que custaram ao Estado 212 milhões, 682 mil, 926,83 dólares norte-americanos.

A cidade cresceu, mas a entrada em cena da nova centralidade da Quilemba e da urbanização da Eywa ajudou a desmobilizar bairros urbanos de casas de lata e adobe que nasceram em zonas nobres, em pleno período de conflito, como o Walya-Wenda, Camazingo e Xota, cujos habitantes vivem hoje em condições mais dignas noutros conjuntos habitacionais.

A sua localização geográfica torna-a num dos pontos de confluência de todos que desejam cruzar Angola.

O clima é tropical de altitude, a temperatura média anual ronda aos 20 graus centígrados, sendo Julho o mês o mais frio e Novembro o mais quente.

A média pluviométrica anual é superior a 1000 milímetros, o que faz com que a vegetação predominante seja baseada em árvores carnudas que surgem no meio de ervas rasteiras, próprias de regiões de transição para o deserto.

A etnia prevalecente é o subgrupo étnico Ovamuila, do grupo Nhaneka-Humby, que vive disperso em pequenas aldeias.

O primeiro contacto europeu com pessoas da região data de 1627. Embora a soberania portuguesa tenha começado apenas em 1769, mas foram os holandeses que deram os primeiros sinais de povoamento europeu, por volta de 1880.

Com uma superfície territorial de três mil 140 quilómetros, o município do Lubango foi concebido para 50 mil habitantes. Passados 98 anos, desde que alcançou a categoria de cidade, alberga hoje mais de um milhão.