Mulheres parlamentares solidarizam-se com toxicodependentes

  • Deputados da Assembleia Nacional (arquivo)
Caxito – Um donativo composto por diversos bens alimentares foi entregue terça-feira, ao Centro de Reabilitação e Reinserção de Toxicodependentes, pelo Grupo de Mulheres Parlamentares, no âmbito do seu programa Natal Solidário.

Na ocasião, a vice-presidente do Grupo de Mulheres Parlamentares, Aldina da Lomba, pediu maior envolvimento da sociedade no combate ao flagelo das drogas que afecta principalmente a juventude.

Aldina da Lomba revelou que o Grupo de Mulheres Parlamentares, através do Movimento Nacional de Prevenção, Luta e Combate ao uso das Drogas, tem responsabilidades legislativas e, neste âmbito, no novo Código Penal os deputados agravaram as medidas penais para os traficantes de drogas, sublinhando ser preciso atacar a raiz do problema, ou seja, aqueles que comercializam e aliciam os jovens para o uso da droga.

A administradora geral do Centro de Reabilitação e Reinserção de Toxicodependentes do Bengo, Fausta da Conceição, agradeceu o gesto das deputadas, sublinhando que a instituição atravessa sérias dificuldades, sobretudo de ordem financeira.

Refere que o INALUD deveria dar apoio ao centro, mas no fim do mês recebem apenas uma quota ínfima, dependendo muitas vezes da comparticipação e da ajuda dos pais dos internados.

Por sua vez, a directora do Instituto Nacional de Luta contra Droga, Ana Graça, negou a existência de problemas financeiros no Centro de Reabilitação e Reinserção de Toxicodependentes, referindo que a gestão tem critérios que devem ser obedecidos.

Por outro lado, Ana Graça mostrou-se pouco receptiva a abertura de novos centros do género, sublinhando que preferia construir mais escolas, para educar melhor a população, dar outra condição de vida para evitar que, sobretudo os jovens, cheguem a esse tipo de centros.

Para a governadora do Bengo, Mara Quiosa, o ideal era ter mais centros como esses, mas acredita que atingir a excelência seria um dia não ter que construir mais centros por não termos mais toxicodependentes que os tivessem que usar.

Aos internados, a governante augurou uma rápida e efectiva recuperação para regressar ao convívio dos seus familiares e dar o seu contributo para o desenvolvimento do país e agradeceu a iniciativa solidária das deputadas, tendo encorajado a direcção do centro a prosseguir o trabalho que têm feito apesar das dificuldades que enfrentam.

Inaugurado em Fevereiro de 2018, o Centro de Reabilitação e Reinserção de Toxicodependentes tem capacidade para internar 68 pessoas em regime fechado, mas actualmente tem 53 utentes, dos quais oito mulheres.

Já passaram pelo centro aproximadamente 170 utentes e destes entre 20 a 25 tiveram recaída, de acordo com a administradora do centro.

O centro é o único construído e equipado pelo Estado à disposição da população no país e comporta áreas de serviços de apoios, educação, saúde, dormitórios, salas de aulas, cozinha, capela e zonas de recreação.  

 

Na ocasião, a vice-presidente do Grupo de Mulheres Parlamentares, Aldina da Lomba, pediu maior envolvimento da sociedade no combate ao flagelo das drogas que afecta principalmente a juventude.

Aldina da Lomba revelou que o Grupo de Mulheres Parlamentares, através do Movimento Nacional de Prevenção, Luta e Combate ao uso das Drogas, tem responsabilidades legislativas e, neste âmbito, no novo Código Penal os deputados agravaram as medidas penais para os traficantes de drogas, sublinhando ser preciso atacar a raiz do problema, ou seja, aqueles que comercializam e aliciam os jovens para o uso da droga.

A administradora geral do Centro de Reabilitação e Reinserção de Toxicodependentes do Bengo, Fausta da Conceição, agradeceu o gesto das deputadas, sublinhando que a instituição atravessa sérias dificuldades, sobretudo de ordem financeira.

Refere que o INALUD deveria dar apoio ao centro, mas no fim do mês recebem apenas uma quota ínfima, dependendo muitas vezes da comparticipação e da ajuda dos pais dos internados.

Por sua vez, a directora do Instituto Nacional de Luta contra Droga, Ana Graça, negou a existência de problemas financeiros no Centro de Reabilitação e Reinserção de Toxicodependentes, referindo que a gestão tem critérios que devem ser obedecidos.

Por outro lado, Ana Graça mostrou-se pouco receptiva a abertura de novos centros do género, sublinhando que preferia construir mais escolas, para educar melhor a população, dar outra condição de vida para evitar que, sobretudo os jovens, cheguem a esse tipo de centros.

Para a governadora do Bengo, Mara Quiosa, o ideal era ter mais centros como esses, mas acredita que atingir a excelência seria um dia não ter que construir mais centros por não termos mais toxicodependentes que os tivessem que usar.

Aos internados, a governante augurou uma rápida e efectiva recuperação para regressar ao convívio dos seus familiares e dar o seu contributo para o desenvolvimento do país e agradeceu a iniciativa solidária das deputadas, tendo encorajado a direcção do centro a prosseguir o trabalho que têm feito apesar das dificuldades que enfrentam.

Inaugurado em Fevereiro de 2018, o Centro de Reabilitação e Reinserção de Toxicodependentes tem capacidade para internar 68 pessoas em regime fechado, mas actualmente tem 53 utentes, dos quais oito mulheres.

Já passaram pelo centro aproximadamente 170 utentes e destes entre 20 a 25 tiveram recaída, de acordo com a administradora do centro.

O centro é o único construído e equipado pelo Estado à disposição da população no país e comporta áreas de serviços de apoios, educação, saúde, dormitórios, salas de aulas, cozinha, capela e zonas de recreação.