Novas Tecnologias cerne do Dia Internacional da Família

  • Computador, instrumento básico na era digital
Luanda - O 15 Maio, dia Internacional da Família, comemora-se esse ano sob o lema “ A Família e as Novas Tecnologias”, uma ferramenta que ajuda a congregar as pessoas separadas por imposição da Covid-19.

(Adelaide Pascoal, jornalista Angop)

Desde final de 2019, o mundo já não é mais o mesmo com a chegada inesperada da pandemia do coronavírus (Covid-19), que modificou os hábitos e comportamentos. A tecnologia, como a conhecemos, tem mostrado sua outra face diante deste cenário e, passou a ser o cerne das comunicações e a agregar a sociedade. 

Como resultado, as pessoas viram o seu léxico técnico aumentar, embora monopolizados por neologismos estrangeiros, tais como webinar, tele-trabalho, lives, apps, web, entre outras expressões em voga.

Apesar das críticas ao crescente uso da Internet, devido ao modo de utilização do tempo livre e pelo receio da substituição das relações reais pelas virtuais, estas também podem ser solidárias, intensas, profundas e direccionadas aos laços de amizade e companheirismo, bases fundamentais para a existência ou surgimento de famílias.  

Com as novas tecnologias, as famílias podem compartilhar jogos e informações de várias partes do mundo e conectar outros membros que vivem distante, através de vídeo chamadas ou mensagens especiais.

De facto, essas plataformas tecnológicas encurtam o afastamento e o distanciamento entre as pessoas, reduzindo o impacto psicológico do isolamento social.

Angola é prova disto. Em pleno Estado de Emergência, as tecnologias de informação puseram comunicáveis, em vídeo, voz e texto, pessoas separadas pelas 18 províncias em seus 1 247 000 km² territoriais ou fora do país.

Segundo o Instituto Nacional das Comunicações, o uso das TCI em Angola já é uma realidade. Dos quase 30 milhões de habitantes, 15 milhões são assinantes de telefonia móvel, sete milhões são utilizadores da internet e dois milhões subscritores de televisão por assinatura.

Mesmo assim, a maioria ainda não é utilizadora de internet, o que contrasta com a realidade, já que o avanço e recentes tendências tecnológicas, nesta altura de pandemia, tornam as pessoas, os serviços e as sociedades dependentes do uso de plataformas digitais para o sucesso das suas actividades.

Urge, pois, a promoção do uso das novas tecnologias, bem como a criação de políticas orientadas às necessidades das famílias.

É nesta base que a Organização das Nações Unidas elegeu para as comemorações do Dia Internacional da Família o tema: As famílias e as Novas Tecnologias, para chamar atenção dos governos sobre a importância destes meios numa sociedade que se quer globalizada.

Percebe-se que a pandemia exigiu a tomada de novas medidas, pelos governos, com o objetivo de conter a disseminação, tais como o distanciamento espacial entre os indivíduos e a permanência em casa, que, no entanto, fizeram com que a ansiedade e o stress ganhassem nova dimensão.

Assim sendo, é correcto que os mesmos governos criem políticas para que as pessoas consigam não só suportar esse desgaste psicológico, mas que tenham acesso à informação sobre a luta contra a pandemia.

As novas tecnologias, caso fossem colocadas à disposição de quase toda gente, tornar-se-iam um importante instrumento de disseminação de informação na luta contra a Covid-19.

Família

O Dia Internacional da Família é comemorado anualmente a 15 de maio, para homenagear a instituição familiar, um núcleo essencial para a formação moral de todos os indivíduos.

Esta data foi proclamada pela Assembleia Geral da ONU em 1993 e reflete a importância que a comunidade internacional atribui às famílias. 

No século XXI, a noção de família pode não ser necessariamente aquela tradicional, uma vez que novos valores têm influenciado consideravelmente a visão de muitos sobre o que de facto ela é.

A família é um agrupamento humano formado por duas ou mais pessoas com ligações biológicas, ancestrais, legais ou afetivas que, geralmente, vivem ou viveram na mesma casa. Pode ser formada por pessoas solteiras, casais, entre outras constituições presentes em diferentes contextos sociais. É uma das unidades básicas da sociedade.

De acordo com o motor de buscas Wikipedia, citando o terapeuta familiar argentino Salvador Minuchin, a família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições. É formado por pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimónio ou adoção.

A família como unidade social, enfrenta uma série de tarefas de desenvolvimento, diferindo a nível dos parâmetros culturais, mas possuindo as mesmas raízes universais.

(Adelaide Pascoal, jornalista Angop)

Desde final de 2019, o mundo já não é mais o mesmo com a chegada inesperada da pandemia do coronavírus (Covid-19), que modificou os hábitos e comportamentos. A tecnologia, como a conhecemos, tem mostrado sua outra face diante deste cenário e, passou a ser o cerne das comunicações e a agregar a sociedade. 

Como resultado, as pessoas viram o seu léxico técnico aumentar, embora monopolizados por neologismos estrangeiros, tais como webinar, tele-trabalho, lives, apps, web, entre outras expressões em voga.

Apesar das críticas ao crescente uso da Internet, devido ao modo de utilização do tempo livre e pelo receio da substituição das relações reais pelas virtuais, estas também podem ser solidárias, intensas, profundas e direccionadas aos laços de amizade e companheirismo, bases fundamentais para a existência ou surgimento de famílias.  

Com as novas tecnologias, as famílias podem compartilhar jogos e informações de várias partes do mundo e conectar outros membros que vivem distante, através de vídeo chamadas ou mensagens especiais.

De facto, essas plataformas tecnológicas encurtam o afastamento e o distanciamento entre as pessoas, reduzindo o impacto psicológico do isolamento social.

Angola é prova disto. Em pleno Estado de Emergência, as tecnologias de informação puseram comunicáveis, em vídeo, voz e texto, pessoas separadas pelas 18 províncias em seus 1 247 000 km² territoriais ou fora do país.

Segundo o Instituto Nacional das Comunicações, o uso das TCI em Angola já é uma realidade. Dos quase 30 milhões de habitantes, 15 milhões são assinantes de telefonia móvel, sete milhões são utilizadores da internet e dois milhões subscritores de televisão por assinatura.

Mesmo assim, a maioria ainda não é utilizadora de internet, o que contrasta com a realidade, já que o avanço e recentes tendências tecnológicas, nesta altura de pandemia, tornam as pessoas, os serviços e as sociedades dependentes do uso de plataformas digitais para o sucesso das suas actividades.

Urge, pois, a promoção do uso das novas tecnologias, bem como a criação de políticas orientadas às necessidades das famílias.

É nesta base que a Organização das Nações Unidas elegeu para as comemorações do Dia Internacional da Família o tema: As famílias e as Novas Tecnologias, para chamar atenção dos governos sobre a importância destes meios numa sociedade que se quer globalizada.

Percebe-se que a pandemia exigiu a tomada de novas medidas, pelos governos, com o objetivo de conter a disseminação, tais como o distanciamento espacial entre os indivíduos e a permanência em casa, que, no entanto, fizeram com que a ansiedade e o stress ganhassem nova dimensão.

Assim sendo, é correcto que os mesmos governos criem políticas para que as pessoas consigam não só suportar esse desgaste psicológico, mas que tenham acesso à informação sobre a luta contra a pandemia.

As novas tecnologias, caso fossem colocadas à disposição de quase toda gente, tornar-se-iam um importante instrumento de disseminação de informação na luta contra a Covid-19.

Família

O Dia Internacional da Família é comemorado anualmente a 15 de maio, para homenagear a instituição familiar, um núcleo essencial para a formação moral de todos os indivíduos.

Esta data foi proclamada pela Assembleia Geral da ONU em 1993 e reflete a importância que a comunidade internacional atribui às famílias. 

No século XXI, a noção de família pode não ser necessariamente aquela tradicional, uma vez que novos valores têm influenciado consideravelmente a visão de muitos sobre o que de facto ela é.

A família é um agrupamento humano formado por duas ou mais pessoas com ligações biológicas, ancestrais, legais ou afetivas que, geralmente, vivem ou viveram na mesma casa. Pode ser formada por pessoas solteiras, casais, entre outras constituições presentes em diferentes contextos sociais. É uma das unidades básicas da sociedade.

De acordo com o motor de buscas Wikipedia, citando o terapeuta familiar argentino Salvador Minuchin, a família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições. É formado por pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimónio ou adoção.

A família como unidade social, enfrenta uma série de tarefas de desenvolvimento, diferindo a nível dos parâmetros culturais, mas possuindo as mesmas raízes universais.