PIIM gera milhares de empregos e reduz êxodo rural

  • Estrada que liga a cidade de Cabinda à vila de Lândana, no município de Cacongo
Luanda - Lançado em 2019 pelo Presidente da República, João Lourenço, o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) gerou cerca de 17 mil postos de trabalho, principalmente para jovens recrutados por centenas de empreiteiras que ganharam obras em várias regiões do país, contribuindo para a redução do desemprego no meio rural.

O programa, que abrange os 164 municípios do país, comporta um conjunto diversificado de projectos e está avaliado, em kwanzas, ao equivalente a dois mil milhões de dólares norte-americanos, financiados pelo Fundo Soberano de Angola.

A iniciativa visa aumentar a autonomia dos municípios, no quadro da política de desconcentração e descentralização das competências administrativas, bem como conferir melhor qualidade de vida aos cidadãos, através da resolução das necessidades específicas de cada região.

Fruto disso, encontram-se em execução, no país, mil e 299 projectos ligados aos sectores da saúde, educação, energia, águas, estradas, saneamento básico e segurança pública, dos mil e 700 por executar, tendo já sido disponibilizados 89 mil milhões de kwanzas.

Actualmente, estão concluídos, nas províncias do Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela, Bié, Luanda e Moxico, vários projectos e acções nos domínios da educação, saúde, estradas, infra-estruturas administrativas e saneamento básico.

Os concursos públicos de adjudicação das empreitadas ocorreram, na sua maioria, em 2020, por todo o território nacional, e os prazos variam entre três, oito e doze meses de execução, até ao final de 2021.

Apesar de alguns constrangimentos no que toca ao atraso no pagamento de facturas, o mau estado das vias, a depreciação da moeda, insuficiência de verbas para os projectos aprovados, aliados aos efeitos da Covid-19, as obras do PIIM, em alguns pontos do país, estão bastante avançadas e muitas já terminadas.

Distribuição por províncias

Em execução desde Março do ano em curso, o PIIM na Lunda Norte permitiu a inscrição de 71 projectos sociais, dos quais 58 estão em execução nos municípios do Cuilo (4 acções), Cuango (3), Caungula (8), Capenda Camulemba (4), Chitato (10), Cambulo (11), Lubalo (10), Lóvua (7), Lucapa (4) e Xá-Muteba (4), tendo criado mil e 789 postos de trabalho.

Encontram-se em construção, nos 10 municípios, 22 escolas de sete e 12 salas de aulas, respectivamente, seis unidades sanitárias, 12 projectos de saneamento básico, seis sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável, cinco esquadras policiais e 16 residências de funções.

O valor global dos 71 projectos na Lunda Norte é de 19 mil milhões, 14 milhões e 399 mil, tendo sido disponibilizados cinco mil milhões, 985 milhões e 247 mil kwanzas, representando 43 por cento de execução financeira e 22 por cento de execução física.

Treze projectos, entre os  quais três edifícios autárquicos de oito andares, com 25 apartamentos a serem construídos nos municípios de Cambulo, Caungula e Lóvua, e a reabilitação de 200 quilómetros de estrada que liga a sede municipal do Cuango à vila de Cafunfu, têm os respectivos processos no Tribunal de Contas para análise.

Com 91 projectos contemplados no PIIM, dos quais 82 validados e estimados em mais de 13 mil milhões de kwanzas, a província do Namibe tem em execução 58 projectos, nos municípios da Bibala (10), Camucuio (18), Moçâmedes (7), Tômbwa (8) e Virei (15).

Nesta parcela do país estão em curso obras ligadas aos sectores da saúde, com 17, educação, 29, energia e água, saneamento básico, esquadras policiais e estradas, que garantiram 500 empregos directos aos jovens. Dez dos projectos em execução encontram-se em fase conclusiva.

Enquanto isso, no Bengo, o governo disponibilizou já dois mil milhões 50 milhões e 310 mil kwanzas para a execução de 41 dos 74 projectos, num orçamento total de 32 mil milhões, 134 milhões e 270 mil kwanzas.

A carteira compreende a construção e reabilitação de 28 escolas, 16 unidades sanitárias, oito projectos de electrificação e três de abastecimento de água à população.

Com a implementação desses projectos, que geraram 454 postos de trabalho, as unidades sanitárias na província do Bengo vão proporcionar o aumento de 284 camas, ao passo que o sector da educação absorverá mais de 12 mil alunos e a energia e águas beneficiará 49 mil e 864 habitantes.

A província do Bengo tem já concluídos dois centros de saúde e uma escola, e conta com seis projectos de âmbito central, igual número de responsabilidade provincial e 62 inscritos nos municípios de Ambriz e Dande (13 cada), Nambuangongo (11), Dembos e Bula Atumba (nove cada) e sete em Pango Aluquém.

No Cuando Cubango, o PIIM foi lançado apenas em Setembro deste ano e sem obras iniciadas devido ao reajuste do programa de 108 para mil e 140 acções, a serem executadas nos nove municípios. Para o efeito, estão previstos 32,6 mil milhões de kwanzas.

Para o Cuanza Sul, o governo disponibilizou 35 mil milhões, 256 milhões e 923 mil kwanzas para 112 projectos inscritos, dos quais 99 de âmbito municipal, quatro provincial e nove central, com enfoque para os domínios das Águas, Educação, infra-estruturas urbanas, saneamento básico, segurança pública e vias de comunicação.

Até Outubro último, tinham sido desembolsados quatro mil milhões, 176 milhões e 231 mil kwanzas, para 85 projectos já em execução que criaram mil e 12 empregos à juventude local.

Nesta região, foram já inauguradas seis escolas de sete salas de aulas cada, postos de saúde e mais de 50 quilómetros de estrada, cujas empreitadas tiveram início em Dezembro de 2019.

Três mil e 42 jovens ganharam empregos temporários, na província do Bié, com o início de 115 projectos, dos 175 inscritos, com incidência para 50 escolas que compreendem 450 salas de aulas, 20 unidades sanitárias com 500 camas, 18 pontes, sistemas de energia e água e terraplanagem de 800 quilómetros de estradas, em execução nos nove municípios da província.

Até à presente data foram já concluídos 10 projectos e acções, nomeadamente duas escolas e jardim, bem como a aquisição de kits de saneamento básico e de equipamentos hospitalares, nos municípios do Cuito, Camacupa, Andulo, Nharea, Catabola e Chitembo.

Até Novembro de 2020, o governo desembolsou 984 milhões e 555 mil Kwanzas, perfazendo um acumulado em termos gerais de sete mil milhões 271 milhões e 920 mil kwanzas, equivalentes ao financiamento global de cerca de 75 por cento dos projectos.

Em termos de execução física, a província tem projectos “bastante avançados”  na ordem dos 70, 80 e 90 por cento.

O Zaire foi contemplado com 34 projectos de impacto social, estimados em Akz 26 mil milhões, 97 milhões e 692 mil, direccionados para os sectores da educação, saúde, saneamento básico e vias de comunicação, dos quais, 15 estão em curso nos municípios de Mbanza Kongo, Soyo, Nzeto, Tomboco, Nóqui e Cuimba, cuja execução física ronda entre os oito e os 90 por cento, ao passo que a financeira oscila entre os sete e os 38 por cento.

Constam dos projectos em execução, 13 escolas de 12 e sete salas de aulas, duas pontes e acções ligadas ao saneamento básico. Foram já disponibilizados Akz 759 milhões e 847 mil para o início de execução de 24 acções de âmbito provincial e das administrações municipais em Maio deste ano, avaliados em mais de quatro mil milhões de Kwanzas.

Os sectores da Energia e Águas dispõem de um projecto que consome 27 por cento do valor global atribuído ao Zaire, referente à reabilitação e extensão da rede eléctrica de baixa e média tensão em Mbanza Kongo, avaliado em Akz 7 mil milhões, 187 milhões e 951 mil. Pelo menos um universo de mais de 500 postos de trabalho provisórios e permanentes foram criados com a implementação do PIIM nesta região.

Para o Huambo, a carteira é preenchida com 282 acções, sendo 271 de responsabilidade dos 11 municípios, nove de âmbito central e duas do Governo provincial.

Duzentos e cinquenta e quatro projectos foram validados e encontram-se em execução, com um gasto de mil milhões e 200 milhões de Kwanzas, de um total de 32 mil milhões de Kwanzas, em 94 programas em execução.

A execução destas acções, ligadas à construção de escolas de sete e 12 salas de aulas, unidades sanitárias, reabilitação de vias de acesso e dos sistemas de energia eléctrica e água potável nas sedes municipais e comunais, permitiu a criação de mil e 481 postos de trabalho aos jovens locais, 73 dos quais mulheres.

Na província do Cunene, o PIIM abarca 57 projectos que geraram 933 novos postos de trabalho, com obras fixadas em 21 mil milhões, 993 milhões e 591 mil Kwanzas.

Entre as obras, destacam-se 12 escolas, duas unidades sanitárias com 30 camas cada, terraplanagem de 75 quilómetros, um depósito de medicamentos, uma morgue, 24 residências para professores e enfermeiros, um lar para crianças, centro de artes e ofícios, bem como a aquisição de equipamentos para o saneamento básico, iluminação pública e sistemas de água.

Para este mês, estão previstas inaugurações de alguns dos 19 projectos contemplados para o município do Cuvelai, com destaque para uma escola de sete salas de aula, uma morgue com nove gavetas e um complexo residencial para professores e enfermeiros, orçados em mil milhões, 593 milhões e 323 mil Kwanzas.

Os 57 projectos à nível dos seis municípios da província do Cunene obedecem a uma média de 50 a 80 por cento de execução física e 45 de financeira.

Os projectos do PIIM, distribuídos pelos 14 municípios da Huíla, nomeadamente Matala (23), Lubango (22), Quipungo (14), Quilengues (10), Jamba (20), Humpata (15), Gambos (15), Cuvango (12), Chipindo (sete), Chicomba (cinco), Chibia (12), Caluquembe (13), Cacula (quatro) e Caconda (oito), entre outros, têm previsão de conclusão até ao fim do primeiro semestre de 2021.

Nove dos 184 projectos em execução na província da Huíla já foram concluídos e inaugurados, com destaque para a administração municipal de Caluquembe, o hospital municipal da Humpata, duas escolas de 12 salas de aulas cada, no Lubango e na Chibia, dois centros de saúde e reabilitação de 30 quilómetros de estrada no Lubango.

O sector da Educação na Huíla conta com 57 projectos, Saúde (32), vias de comunicação (26), energia (21), águas (19), edifícios públicos e equipamentos sociais (14), habitação (06), ambiente (04) e programas de apoio à agro-pecuária com (cinco).

A execução física das obras ronda os 50 por cento, numa altura em que já foram disponibilizados 10 mil milhões de kwanzas, do orçamento global de 41 mil milhões de kwanzas.

Com a conclusão de projectos de aquisição de kits de saneamento e de equipamentos hospitalares para os 10 municípios, bem como a terraplanagem e construção de uma ponte sobre o rio Cariombua, no troço Dundo Ya Mutulo/Kilessa, no município do Lucala, o Cuanza Norte já consumiu cerca de seis mil milhões, 239 milhões de kwanzas e empregou 728 jovens.

Sessenta e um dos 94 projectos, estimados em 24 mil milhões, 796 milhões e 136 mil kwanzas, referentes às áreas da saúde, educação, estradas, infra-estruturas, saneamento básico, energia, águas e segurança pública em implementação desde Março deste ano, atingiram já um nível global de execução física e financeira de 53 por cento.

Estão em construção 28 escolas de sete, 12, 14, 22 e 30 salas de aula que vão albergar cerca de 40 mil alunos, para além de hospitais, morgue, terraplenagem de vias de comunicação e desassoreamento de três rios, nos municípios de Ambaca, Banga, Bolongongo, Cambambe, Cazengo, Lucala, Golungo Alto, Ngonguembo, Quiculungo e Samba Caju.

Por sua vez, a província da Lunda Sul beneficiou de 87 projectos orçados em 11 mil milhões, 571 milhões e 530 mil kwanzas. Destes, estão em execução, 84 projectos, que já consumiram cerca de seis mil milhões, 366 milhões e 161 mil Kwanzas.

Em curso estão as obras de construção de escolas, hospitais, vias de comunicação, aquisição de kits de saneamento básico e infra-estruturas administrativas, que deram emprego a mil e 20 jovens locais.

Em termos de execução física, as obras do município de Cacolo situam-se a 45 por cento, Dala (55), Muconda (66) e Saurimo (78), tendo sido já concluídos seis projectos, nomeadamente a construção de passeios da cidade de Saurimo, três escolas, um hospital pediátrico e mercados informais nas localidades do 14 e Txicumina.

Cento e 32 projectos, dos quais sete de subordinação central, seis de âmbito provincial e os restantes sob tutela das administrações municipais, avaliados em 26 mil milhões 718 milhões de kwanzas, estão inscritos na província de Malanje, tendo 58 em execução, consumido já, dois mil milhões e 510 milhões de kwanzas no período de Maio a Novembro deste ano.

O nível de execução física dos projectos por municípios varia de sete a 50 por cento, devido a vários factores, incluindo financeiros e dificuldades de mobilização de equipamentos.

Malanje é o município com maior número de acções inscritas (15), seguido do Quela (14), Cacuso (10), Kiwaba Nzoji (8),  Mucari (8), Marimba e Cahombo com sete cada, Massango (seis), Cambundi-Catembo (cinco),  Luquembo seis, Cunda-Dia-Base (sete), Cangandala (cinco), Calandula (quatro) e Quirima com (sete), que criaram até ao momento 612 empregos para jovens.

Das acções inscritas, 45 são da área da educação, 25 atinentes às vias de comunicação, 19 ligados ao sector das águas, 16 à saúde, 15 de limpeza e saneamento, reforço da capacidade institucional com seis projectos, energia com um e outros seis ligados às telecomunicações e construção de equipamentos urbanos.

No Moxico estão inscritos 105 projectos nos domínios de saúde, educação, energia, água, saneamento básico, iluminação pública, construção de ponte, trabalhos de terraplanagem, entre outros, orçados em 15 mil milhões, 527 milhões e 504 mil kwanzas.

Dados disponíveis indicam que o governo já desembolsou, até ao momento, cerca de cinco mil milhões, 589 milhões e 901 mil kwanzas, apresentando uma execução física na ordem dos 38 por cento, sendo que quatro projectos estão já concluídos.

As obras geraram mil 414 postos de trabalho nos municípios dos Luchazes contemplado com (07) acções, Leua (14), Lumeje-Cameia (nove), Alto Zambeze (13), Luau (10), Luacano (oito), Bundas (16), Luena (12) e Camanongue (16), estes dois últimos, com quatro projectos já executados.

Apenas dois dos 67 projectos de construção e reabilitação de infra-estruturas sociais em execução, na província de Benguela estão concluídos. Trata-se da asfaltagem de um quilómetro da via que dá acesso ao cemitério municipal da Baía Farta e de uma escola primária de sete salas de aula na comuna da Bolonguera, no Chongoroi.

Em Benguela, foi lançado a 24 de Maio deste ano, com 78 projectos inscritos, dos quais 65 estão em execução nos 10 municípios da província, tendo o Executivo já desembolsado um montante de Akz mil milhões, 178 milhões e 530 mil, para atender as prioridades sociais destas localidades e melhorar as condições de vida da população.

Estes projectos, entre os quais escolas, postos de saúde, terraplanagem de 300 quilómetros de estradas e sistemas de água, situam-se nos municípios de Caimbambo (16), Cubal e Catumbela (nove cada), Ganda (oito), Balombo, Chongoroi e Baía Farta (seis cada), Bocoio (cinco), Benguela e Lobito (um cada), e criaram mais de mil empregos para jovens.

Para a capital angolana, Luanda, o Executivo aprovou 185 projectos, sendo 104 em execução nos municípios de Cacuaco com (oito), Kilamba Kiaxi e Talatona (12 cada), Icolo e Bengo (13), Quiçama (16), Luanda (17), Belas (20), Cazenga (21), Viana (22) e Governo Provincial de Luanda como unidade orçamentada com (44).

À semelhança das demais províncias, Luanda também privilegiou os sectores da Educação, Saúde, Gestão de Resíduos e Saneamento, Segurança e Ordem Pública, Infra-estruturas Autárquicas e Vias de Comunicação, no valor de Akz 20 mil milhões, com Akz 7 mil milhões já empregues.

Dos projectos que garantiram empregos a mil 500 pessoas, 11 estão concluídos e inaugurados, nomeadamente quatro do sector da Educação, cinco da Saúde e dois da área de Segurança e Ordem Pública.

Na província mais a norte do país, Cabinda, estão validados 65 projectos, com realce para a construção, reabilitação e ampliação de infra-estruturas ligadas aos sectores da educação, saúde, rede rodoviária, saneamento básico e iluminação pública, aos quais foram já empregues quatro mil milhões de kwanzas.

As obras nos municípios de Cabinda e Cacongo, com seis projectos cada, Buco Zau e Belize, com cinco cada, tiveram arranque em Junho deste ano e estão entre 50 e 60 por cento de execução física e financeira, tendo criado cerca de 500 postos de trabalho.

O programa, que abrange os 164 municípios do país, comporta um conjunto diversificado de projectos e está avaliado, em kwanzas, ao equivalente a dois mil milhões de dólares norte-americanos, financiados pelo Fundo Soberano de Angola.

A iniciativa visa aumentar a autonomia dos municípios, no quadro da política de desconcentração e descentralização das competências administrativas, bem como conferir melhor qualidade de vida aos cidadãos, através da resolução das necessidades específicas de cada região.

Fruto disso, encontram-se em execução, no país, mil e 299 projectos ligados aos sectores da saúde, educação, energia, águas, estradas, saneamento básico e segurança pública, dos mil e 700 por executar, tendo já sido disponibilizados 89 mil milhões de kwanzas.

Actualmente, estão concluídos, nas províncias do Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela, Bié, Luanda e Moxico, vários projectos e acções nos domínios da educação, saúde, estradas, infra-estruturas administrativas e saneamento básico.

Os concursos públicos de adjudicação das empreitadas ocorreram, na sua maioria, em 2020, por todo o território nacional, e os prazos variam entre três, oito e doze meses de execução, até ao final de 2021.

Apesar de alguns constrangimentos no que toca ao atraso no pagamento de facturas, o mau estado das vias, a depreciação da moeda, insuficiência de verbas para os projectos aprovados, aliados aos efeitos da Covid-19, as obras do PIIM, em alguns pontos do país, estão bastante avançadas e muitas já terminadas.

Distribuição por províncias

Em execução desde Março do ano em curso, o PIIM na Lunda Norte permitiu a inscrição de 71 projectos sociais, dos quais 58 estão em execução nos municípios do Cuilo (4 acções), Cuango (3), Caungula (8), Capenda Camulemba (4), Chitato (10), Cambulo (11), Lubalo (10), Lóvua (7), Lucapa (4) e Xá-Muteba (4), tendo criado mil e 789 postos de trabalho.

Encontram-se em construção, nos 10 municípios, 22 escolas de sete e 12 salas de aulas, respectivamente, seis unidades sanitárias, 12 projectos de saneamento básico, seis sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável, cinco esquadras policiais e 16 residências de funções.

O valor global dos 71 projectos na Lunda Norte é de 19 mil milhões, 14 milhões e 399 mil, tendo sido disponibilizados cinco mil milhões, 985 milhões e 247 mil kwanzas, representando 43 por cento de execução financeira e 22 por cento de execução física.

Treze projectos, entre os  quais três edifícios autárquicos de oito andares, com 25 apartamentos a serem construídos nos municípios de Cambulo, Caungula e Lóvua, e a reabilitação de 200 quilómetros de estrada que liga a sede municipal do Cuango à vila de Cafunfu, têm os respectivos processos no Tribunal de Contas para análise.

Com 91 projectos contemplados no PIIM, dos quais 82 validados e estimados em mais de 13 mil milhões de kwanzas, a província do Namibe tem em execução 58 projectos, nos municípios da Bibala (10), Camucuio (18), Moçâmedes (7), Tômbwa (8) e Virei (15).

Nesta parcela do país estão em curso obras ligadas aos sectores da saúde, com 17, educação, 29, energia e água, saneamento básico, esquadras policiais e estradas, que garantiram 500 empregos directos aos jovens. Dez dos projectos em execução encontram-se em fase conclusiva.

Enquanto isso, no Bengo, o governo disponibilizou já dois mil milhões 50 milhões e 310 mil kwanzas para a execução de 41 dos 74 projectos, num orçamento total de 32 mil milhões, 134 milhões e 270 mil kwanzas.

A carteira compreende a construção e reabilitação de 28 escolas, 16 unidades sanitárias, oito projectos de electrificação e três de abastecimento de água à população.

Com a implementação desses projectos, que geraram 454 postos de trabalho, as unidades sanitárias na província do Bengo vão proporcionar o aumento de 284 camas, ao passo que o sector da educação absorverá mais de 12 mil alunos e a energia e águas beneficiará 49 mil e 864 habitantes.

A província do Bengo tem já concluídos dois centros de saúde e uma escola, e conta com seis projectos de âmbito central, igual número de responsabilidade provincial e 62 inscritos nos municípios de Ambriz e Dande (13 cada), Nambuangongo (11), Dembos e Bula Atumba (nove cada) e sete em Pango Aluquém.

No Cuando Cubango, o PIIM foi lançado apenas em Setembro deste ano e sem obras iniciadas devido ao reajuste do programa de 108 para mil e 140 acções, a serem executadas nos nove municípios. Para o efeito, estão previstos 32,6 mil milhões de kwanzas.

Para o Cuanza Sul, o governo disponibilizou 35 mil milhões, 256 milhões e 923 mil kwanzas para 112 projectos inscritos, dos quais 99 de âmbito municipal, quatro provincial e nove central, com enfoque para os domínios das Águas, Educação, infra-estruturas urbanas, saneamento básico, segurança pública e vias de comunicação.

Até Outubro último, tinham sido desembolsados quatro mil milhões, 176 milhões e 231 mil kwanzas, para 85 projectos já em execução que criaram mil e 12 empregos à juventude local.

Nesta região, foram já inauguradas seis escolas de sete salas de aulas cada, postos de saúde e mais de 50 quilómetros de estrada, cujas empreitadas tiveram início em Dezembro de 2019.

Três mil e 42 jovens ganharam empregos temporários, na província do Bié, com o início de 115 projectos, dos 175 inscritos, com incidência para 50 escolas que compreendem 450 salas de aulas, 20 unidades sanitárias com 500 camas, 18 pontes, sistemas de energia e água e terraplanagem de 800 quilómetros de estradas, em execução nos nove municípios da província.

Até à presente data foram já concluídos 10 projectos e acções, nomeadamente duas escolas e jardim, bem como a aquisição de kits de saneamento básico e de equipamentos hospitalares, nos municípios do Cuito, Camacupa, Andulo, Nharea, Catabola e Chitembo.

Até Novembro de 2020, o governo desembolsou 984 milhões e 555 mil Kwanzas, perfazendo um acumulado em termos gerais de sete mil milhões 271 milhões e 920 mil kwanzas, equivalentes ao financiamento global de cerca de 75 por cento dos projectos.

Em termos de execução física, a província tem projectos “bastante avançados”  na ordem dos 70, 80 e 90 por cento.

O Zaire foi contemplado com 34 projectos de impacto social, estimados em Akz 26 mil milhões, 97 milhões e 692 mil, direccionados para os sectores da educação, saúde, saneamento básico e vias de comunicação, dos quais, 15 estão em curso nos municípios de Mbanza Kongo, Soyo, Nzeto, Tomboco, Nóqui e Cuimba, cuja execução física ronda entre os oito e os 90 por cento, ao passo que a financeira oscila entre os sete e os 38 por cento.

Constam dos projectos em execução, 13 escolas de 12 e sete salas de aulas, duas pontes e acções ligadas ao saneamento básico. Foram já disponibilizados Akz 759 milhões e 847 mil para o início de execução de 24 acções de âmbito provincial e das administrações municipais em Maio deste ano, avaliados em mais de quatro mil milhões de Kwanzas.

Os sectores da Energia e Águas dispõem de um projecto que consome 27 por cento do valor global atribuído ao Zaire, referente à reabilitação e extensão da rede eléctrica de baixa e média tensão em Mbanza Kongo, avaliado em Akz 7 mil milhões, 187 milhões e 951 mil. Pelo menos um universo de mais de 500 postos de trabalho provisórios e permanentes foram criados com a implementação do PIIM nesta região.

Para o Huambo, a carteira é preenchida com 282 acções, sendo 271 de responsabilidade dos 11 municípios, nove de âmbito central e duas do Governo provincial.

Duzentos e cinquenta e quatro projectos foram validados e encontram-se em execução, com um gasto de mil milhões e 200 milhões de Kwanzas, de um total de 32 mil milhões de Kwanzas, em 94 programas em execução.

A execução destas acções, ligadas à construção de escolas de sete e 12 salas de aulas, unidades sanitárias, reabilitação de vias de acesso e dos sistemas de energia eléctrica e água potável nas sedes municipais e comunais, permitiu a criação de mil e 481 postos de trabalho aos jovens locais, 73 dos quais mulheres.

Na província do Cunene, o PIIM abarca 57 projectos que geraram 933 novos postos de trabalho, com obras fixadas em 21 mil milhões, 993 milhões e 591 mil Kwanzas.

Entre as obras, destacam-se 12 escolas, duas unidades sanitárias com 30 camas cada, terraplanagem de 75 quilómetros, um depósito de medicamentos, uma morgue, 24 residências para professores e enfermeiros, um lar para crianças, centro de artes e ofícios, bem como a aquisição de equipamentos para o saneamento básico, iluminação pública e sistemas de água.

Para este mês, estão previstas inaugurações de alguns dos 19 projectos contemplados para o município do Cuvelai, com destaque para uma escola de sete salas de aula, uma morgue com nove gavetas e um complexo residencial para professores e enfermeiros, orçados em mil milhões, 593 milhões e 323 mil Kwanzas.

Os 57 projectos à nível dos seis municípios da província do Cunene obedecem a uma média de 50 a 80 por cento de execução física e 45 de financeira.

Os projectos do PIIM, distribuídos pelos 14 municípios da Huíla, nomeadamente Matala (23), Lubango (22), Quipungo (14), Quilengues (10), Jamba (20), Humpata (15), Gambos (15), Cuvango (12), Chipindo (sete), Chicomba (cinco), Chibia (12), Caluquembe (13), Cacula (quatro) e Caconda (oito), entre outros, têm previsão de conclusão até ao fim do primeiro semestre de 2021.

Nove dos 184 projectos em execução na província da Huíla já foram concluídos e inaugurados, com destaque para a administração municipal de Caluquembe, o hospital municipal da Humpata, duas escolas de 12 salas de aulas cada, no Lubango e na Chibia, dois centros de saúde e reabilitação de 30 quilómetros de estrada no Lubango.

O sector da Educação na Huíla conta com 57 projectos, Saúde (32), vias de comunicação (26), energia (21), águas (19), edifícios públicos e equipamentos sociais (14), habitação (06), ambiente (04) e programas de apoio à agro-pecuária com (cinco).

A execução física das obras ronda os 50 por cento, numa altura em que já foram disponibilizados 10 mil milhões de kwanzas, do orçamento global de 41 mil milhões de kwanzas.

Com a conclusão de projectos de aquisição de kits de saneamento e de equipamentos hospitalares para os 10 municípios, bem como a terraplanagem e construção de uma ponte sobre o rio Cariombua, no troço Dundo Ya Mutulo/Kilessa, no município do Lucala, o Cuanza Norte já consumiu cerca de seis mil milhões, 239 milhões de kwanzas e empregou 728 jovens.

Sessenta e um dos 94 projectos, estimados em 24 mil milhões, 796 milhões e 136 mil kwanzas, referentes às áreas da saúde, educação, estradas, infra-estruturas, saneamento básico, energia, águas e segurança pública em implementação desde Março deste ano, atingiram já um nível global de execução física e financeira de 53 por cento.

Estão em construção 28 escolas de sete, 12, 14, 22 e 30 salas de aula que vão albergar cerca de 40 mil alunos, para além de hospitais, morgue, terraplenagem de vias de comunicação e desassoreamento de três rios, nos municípios de Ambaca, Banga, Bolongongo, Cambambe, Cazengo, Lucala, Golungo Alto, Ngonguembo, Quiculungo e Samba Caju.

Por sua vez, a província da Lunda Sul beneficiou de 87 projectos orçados em 11 mil milhões, 571 milhões e 530 mil kwanzas. Destes, estão em execução, 84 projectos, que já consumiram cerca de seis mil milhões, 366 milhões e 161 mil Kwanzas.

Em curso estão as obras de construção de escolas, hospitais, vias de comunicação, aquisição de kits de saneamento básico e infra-estruturas administrativas, que deram emprego a mil e 20 jovens locais.

Em termos de execução física, as obras do município de Cacolo situam-se a 45 por cento, Dala (55), Muconda (66) e Saurimo (78), tendo sido já concluídos seis projectos, nomeadamente a construção de passeios da cidade de Saurimo, três escolas, um hospital pediátrico e mercados informais nas localidades do 14 e Txicumina.

Cento e 32 projectos, dos quais sete de subordinação central, seis de âmbito provincial e os restantes sob tutela das administrações municipais, avaliados em 26 mil milhões 718 milhões de kwanzas, estão inscritos na província de Malanje, tendo 58 em execução, consumido já, dois mil milhões e 510 milhões de kwanzas no período de Maio a Novembro deste ano.

O nível de execução física dos projectos por municípios varia de sete a 50 por cento, devido a vários factores, incluindo financeiros e dificuldades de mobilização de equipamentos.

Malanje é o município com maior número de acções inscritas (15), seguido do Quela (14), Cacuso (10), Kiwaba Nzoji (8),  Mucari (8), Marimba e Cahombo com sete cada, Massango (seis), Cambundi-Catembo (cinco),  Luquembo seis, Cunda-Dia-Base (sete), Cangandala (cinco), Calandula (quatro) e Quirima com (sete), que criaram até ao momento 612 empregos para jovens.

Das acções inscritas, 45 são da área da educação, 25 atinentes às vias de comunicação, 19 ligados ao sector das águas, 16 à saúde, 15 de limpeza e saneamento, reforço da capacidade institucional com seis projectos, energia com um e outros seis ligados às telecomunicações e construção de equipamentos urbanos.

No Moxico estão inscritos 105 projectos nos domínios de saúde, educação, energia, água, saneamento básico, iluminação pública, construção de ponte, trabalhos de terraplanagem, entre outros, orçados em 15 mil milhões, 527 milhões e 504 mil kwanzas.

Dados disponíveis indicam que o governo já desembolsou, até ao momento, cerca de cinco mil milhões, 589 milhões e 901 mil kwanzas, apresentando uma execução física na ordem dos 38 por cento, sendo que quatro projectos estão já concluídos.

As obras geraram mil 414 postos de trabalho nos municípios dos Luchazes contemplado com (07) acções, Leua (14), Lumeje-Cameia (nove), Alto Zambeze (13), Luau (10), Luacano (oito), Bundas (16), Luena (12) e Camanongue (16), estes dois últimos, com quatro projectos já executados.

Apenas dois dos 67 projectos de construção e reabilitação de infra-estruturas sociais em execução, na província de Benguela estão concluídos. Trata-se da asfaltagem de um quilómetro da via que dá acesso ao cemitério municipal da Baía Farta e de uma escola primária de sete salas de aula na comuna da Bolonguera, no Chongoroi.

Em Benguela, foi lançado a 24 de Maio deste ano, com 78 projectos inscritos, dos quais 65 estão em execução nos 10 municípios da província, tendo o Executivo já desembolsado um montante de Akz mil milhões, 178 milhões e 530 mil, para atender as prioridades sociais destas localidades e melhorar as condições de vida da população.

Estes projectos, entre os quais escolas, postos de saúde, terraplanagem de 300 quilómetros de estradas e sistemas de água, situam-se nos municípios de Caimbambo (16), Cubal e Catumbela (nove cada), Ganda (oito), Balombo, Chongoroi e Baía Farta (seis cada), Bocoio (cinco), Benguela e Lobito (um cada), e criaram mais de mil empregos para jovens.

Para a capital angolana, Luanda, o Executivo aprovou 185 projectos, sendo 104 em execução nos municípios de Cacuaco com (oito), Kilamba Kiaxi e Talatona (12 cada), Icolo e Bengo (13), Quiçama (16), Luanda (17), Belas (20), Cazenga (21), Viana (22) e Governo Provincial de Luanda como unidade orçamentada com (44).

À semelhança das demais províncias, Luanda também privilegiou os sectores da Educação, Saúde, Gestão de Resíduos e Saneamento, Segurança e Ordem Pública, Infra-estruturas Autárquicas e Vias de Comunicação, no valor de Akz 20 mil milhões, com Akz 7 mil milhões já empregues.

Dos projectos que garantiram empregos a mil 500 pessoas, 11 estão concluídos e inaugurados, nomeadamente quatro do sector da Educação, cinco da Saúde e dois da área de Segurança e Ordem Pública.

Na província mais a norte do país, Cabinda, estão validados 65 projectos, com realce para a construção, reabilitação e ampliação de infra-estruturas ligadas aos sectores da educação, saúde, rede rodoviária, saneamento básico e iluminação pública, aos quais foram já empregues quatro mil milhões de kwanzas.

As obras nos municípios de Cabinda e Cacongo, com seis projectos cada, Buco Zau e Belize, com cinco cada, tiveram arranque em Junho deste ano e estão entre 50 e 60 por cento de execução física e financeira, tendo criado cerca de 500 postos de trabalho.