Vice-governador esclarece situação da Rua de Angola

Benguela - O vice-governador da província de Benguela para esfera técnica e infra-estruturas, Leopoldo Muhongo, desmentiu hoje que a Rua de Angola, que liga a rotunda do Calunga ao largo da Cruz Vermelha, nesta cidade, esteja novamente a beneficiar de obras de recuperação.

Informações postas a circular nas redes sociais, nos últimos dias, davam conta de que a Rua de Angola já estava novamente a receber obras de recuperação, cerca de um ano após a sua reabilitação e reabertura ao tráfego.

Em entrevista à Rádio Benguela, o responsável explicou que, há cerca de um ano, aconteceu apenas uma entrega provisória da obra para uso dos automobilistas, mas que os termos de garantia prevêem manutenções periódicas antes da sua entrega definitiva, mediante relatório que atesta a qualidade do material aplicado.

Este ano, a empresa teve que regressar ao local para fazer a manutenção das infra-estruturas, porque se a rede de esgotos não for mantida, esta pode obstruir-se e inviabilizar a circulação normal das águas, podendo fazer com que esta se concentre por cima das superfícies do tapete asfáltico, explicou.

Alem disso, frisou, a empresa construtora procedeu também ao ajustamento de alguns pontos onde se registaram concentração de água, algo que acontece em obras semelhantes, o que conforta o governo da província, que deseja que actos do género devem continuar para assegurar-se a durabilidade dos diferentes projectos.

Por outro lado, o responsável indicou também que as obras de construção das pontes de betão sobre os rios Cutembo e Calualua, bem como a manutenção de uma terceira sobre o rio Cuporolo, decorrem sem constrangimentos, devendo ser concluídas no I trimestre de 2021.

Sendo de subordinação central, as referidas pontes ligam a província de Benguela às províncias do Namibe, Huíla, Cunene e à vizinha da Namíbia.

Leopoldo Muhongo informou que as mesmas resultam de um “grito de socorro” do governo da província, tendo em conta que nos últimos dois anos essas pontes sofreram vários danos que forçaram várias vezes a paralisação da circulação rodoviária.

Enquanto isso, o engenheiro de construção civil Cláudio Raimundo denunciou, na ocasião, a existência de fraudes nas modalidades de aquisição dos materiais de construção, tendo em conta a fraca fiscalização das obras.   

Segundo o especialista, algumas politicas estão mal acompanhadas ou mesmo mal concebidas, pois, segundo o mesmo, quem está no terreno pode validar uma medição ou adiantamento fora dos termos previstos na documentação, permitindo que avance rapidamente nos seus trabalhos, mas quem estiver em Luanda não vê estas situações, daí a necessidade do reforço da fiscalização das obras, principalmente as do Estado.

A titulo de exemplo, sublinhou que o empreiteiro, o que mais deseja é poupar cada vez mais na execução de qualquer projecto, podendo, na falta de fiscais, trocar varões de 16 milímetros (estipulados no projecto modelo), por outros de 10 ou de 12 milímetros para a construção de determinados pilares, porque acredita que, se bem amarrado, estes aguentam um certo tempo.  

Para si, um fiscal deve ser especialista no ramo em que actua, senão, corre-se o risco de encontrar. numa dada obra muitos empreiteiros e encarregados que vão procurar ludibriar o cliente, no caso particular o Estado.

Na sua óptica, os fiscais devem ter conhecimentos  em electrotecnia, sistemas de ventilação, área ambiental, paisagismo, infra-estruturas, segurança e higiene no trabalho, dentre outras.  

 

Informações postas a circular nas redes sociais, nos últimos dias, davam conta de que a Rua de Angola já estava novamente a receber obras de recuperação, cerca de um ano após a sua reabilitação e reabertura ao tráfego.

Em entrevista à Rádio Benguela, o responsável explicou que, há cerca de um ano, aconteceu apenas uma entrega provisória da obra para uso dos automobilistas, mas que os termos de garantia prevêem manutenções periódicas antes da sua entrega definitiva, mediante relatório que atesta a qualidade do material aplicado.

Este ano, a empresa teve que regressar ao local para fazer a manutenção das infra-estruturas, porque se a rede de esgotos não for mantida, esta pode obstruir-se e inviabilizar a circulação normal das águas, podendo fazer com que esta se concentre por cima das superfícies do tapete asfáltico, explicou.

Alem disso, frisou, a empresa construtora procedeu também ao ajustamento de alguns pontos onde se registaram concentração de água, algo que acontece em obras semelhantes, o que conforta o governo da província, que deseja que actos do género devem continuar para assegurar-se a durabilidade dos diferentes projectos.

Por outro lado, o responsável indicou também que as obras de construção das pontes de betão sobre os rios Cutembo e Calualua, bem como a manutenção de uma terceira sobre o rio Cuporolo, decorrem sem constrangimentos, devendo ser concluídas no I trimestre de 2021.

Sendo de subordinação central, as referidas pontes ligam a província de Benguela às províncias do Namibe, Huíla, Cunene e à vizinha da Namíbia.

Leopoldo Muhongo informou que as mesmas resultam de um “grito de socorro” do governo da província, tendo em conta que nos últimos dois anos essas pontes sofreram vários danos que forçaram várias vezes a paralisação da circulação rodoviária.

Enquanto isso, o engenheiro de construção civil Cláudio Raimundo denunciou, na ocasião, a existência de fraudes nas modalidades de aquisição dos materiais de construção, tendo em conta a fraca fiscalização das obras.   

Segundo o especialista, algumas politicas estão mal acompanhadas ou mesmo mal concebidas, pois, segundo o mesmo, quem está no terreno pode validar uma medição ou adiantamento fora dos termos previstos na documentação, permitindo que avance rapidamente nos seus trabalhos, mas quem estiver em Luanda não vê estas situações, daí a necessidade do reforço da fiscalização das obras, principalmente as do Estado.

A titulo de exemplo, sublinhou que o empreiteiro, o que mais deseja é poupar cada vez mais na execução de qualquer projecto, podendo, na falta de fiscais, trocar varões de 16 milímetros (estipulados no projecto modelo), por outros de 10 ou de 12 milímetros para a construção de determinados pilares, porque acredita que, se bem amarrado, estes aguentam um certo tempo.  

Para si, um fiscal deve ser especialista no ramo em que actua, senão, corre-se o risco de encontrar. numa dada obra muitos empreiteiros e encarregados que vão procurar ludibriar o cliente, no caso particular o Estado.

Na sua óptica, os fiscais devem ter conhecimentos  em electrotecnia, sistemas de ventilação, área ambiental, paisagismo, infra-estruturas, segurança e higiene no trabalho, dentre outras.