Sindicalistas exigem melhores condições de trabalho

  • Operários no exercício da sua função
Luanda - Os sindicatos de trabalhadores angolanos reafirmaram neste sábado, na capital do país, a necessidade de o Executivo criar novas políticas para a melhoria dos salários dos associados, e para garantir mais higiene e segurança no trabalho.

Em declarações à imprensa, à margem de uma palestra a propósito do Dia Internacional do Trabalhador (1 de Maio), consideraram fundamental a revisão da nova Lei Geral do Trabalho e a redução dos índices de desemprego no país.

Em declarações à imprensa, o secretário-geral da UNTA – CS, Manuel Viage, afirmou que a principal preocupação da classe é ver melhorada a situação dos salários, dos termos contratuais e do ambiente de trabalho nas empresas do sector público e privado.

Do seu ponto de vista, os actuais ordenados já se mostram “precários”, face à realidade actual do país, facto que tem implicações na esfera social e familiar.

“Desde que foi publicada a Lei 07/15 - Lei Geral do Trabalho, notámos que há, da parte dos empregadores, uma postura de explorar as nuances da própria Lei, ou seja, a subscrição dos contratos de trabalho por tempo determinado, mesmo para postos de trabalho permanentes”, reivindicou.

Afirmou que a questão da melhoria das condições de trabalho em Angola sempre foi uma preocupação dos sindicatos, na medida em que “os empregadores nunca disponibilizaram as condições necessárias para que o trabalhadores”.

Já o secretário dos Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), Francisco Gaspar, disse que a sua organização está preocupada com a questão da empregabilidade, sobretudo daqueles que já estavam empregados e vão perdendo os postos de trabalho.

Reiterou a necessidade de o Governo melhorar os salários dos trabalhadores, para fazer face ao custo de vida, fundamentalmente o aumento dos produtos da cesta básica.

“As pessoas, hoje, estão aos gritos, porque o salário já não serve. Até mesmo aqueles que recebem 500 mil Kwanzas ou 600 mil Kwanzas de salário não conseguem cobrir as suas necessidades durante 30 dias”, sublinhou.

Por sua vez, a secretaria-geral do Sindicato das Trabalhadoras de Serviços Domésticos de Luanda, Antónia Milagrosa, lamentou o facto de muitas associadas estarem a ser mandadas para casa, por ma fé das empregadoras.

“Muitas das empregadoras alegaram que, por causa da Covid-19, não podiam ter as trabalhadoras em casa e até agora não as chamam de volta. Outras, inclusive, já contrataram novas trabalhadoras”, criticou.

Lamentou o facto de muitas empregadoras continuarem a não inscrever as trabalhadoras na segurança social, por falta de compromisso, o que espera ver melhorado em breve.

De igual modo, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Ligados ao Saneamento Básico, Adriano Dong, disse que, desde que foram cessados os contratos com as empresas de limpeza, cerca de quatro mil trabalhadores estão sem trabalho.

Este ano, os sindicatos celebram o 1 de Maio sob o lema: “Trabalhadores unidos exigem a revisão da Lei Geral do Trabalho, já!”.

O Dia Internacional do Trabalhador é uma data comemorativa celebrada anualmente em quase todo o Mundo, sendo feriado nacional em muitos países, incluindo Angola.

Foi instituído em homenagem aos trabalhadores que a 1 de Maio de 1886 realizaram uma greve, na cidade norte-americano de Chigado, para reivindicarem melhores condições de trabalho, principalmente a redução da jornada de trabalho para oito horas.

Na época, a carga horária chegava a 17 horas.

Em declarações à imprensa, à margem de uma palestra a propósito do Dia Internacional do Trabalhador (1 de Maio), consideraram fundamental a revisão da nova Lei Geral do Trabalho e a redução dos índices de desemprego no país.

Em declarações à imprensa, o secretário-geral da UNTA – CS, Manuel Viage, afirmou que a principal preocupação da classe é ver melhorada a situação dos salários, dos termos contratuais e do ambiente de trabalho nas empresas do sector público e privado.

Do seu ponto de vista, os actuais ordenados já se mostram “precários”, face à realidade actual do país, facto que tem implicações na esfera social e familiar.

“Desde que foi publicada a Lei 07/15 - Lei Geral do Trabalho, notámos que há, da parte dos empregadores, uma postura de explorar as nuances da própria Lei, ou seja, a subscrição dos contratos de trabalho por tempo determinado, mesmo para postos de trabalho permanentes”, reivindicou.

Afirmou que a questão da melhoria das condições de trabalho em Angola sempre foi uma preocupação dos sindicatos, na medida em que “os empregadores nunca disponibilizaram as condições necessárias para que o trabalhadores”.

Já o secretário dos Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), Francisco Gaspar, disse que a sua organização está preocupada com a questão da empregabilidade, sobretudo daqueles que já estavam empregados e vão perdendo os postos de trabalho.

Reiterou a necessidade de o Governo melhorar os salários dos trabalhadores, para fazer face ao custo de vida, fundamentalmente o aumento dos produtos da cesta básica.

“As pessoas, hoje, estão aos gritos, porque o salário já não serve. Até mesmo aqueles que recebem 500 mil Kwanzas ou 600 mil Kwanzas de salário não conseguem cobrir as suas necessidades durante 30 dias”, sublinhou.

Por sua vez, a secretaria-geral do Sindicato das Trabalhadoras de Serviços Domésticos de Luanda, Antónia Milagrosa, lamentou o facto de muitas associadas estarem a ser mandadas para casa, por ma fé das empregadoras.

“Muitas das empregadoras alegaram que, por causa da Covid-19, não podiam ter as trabalhadoras em casa e até agora não as chamam de volta. Outras, inclusive, já contrataram novas trabalhadoras”, criticou.

Lamentou o facto de muitas empregadoras continuarem a não inscrever as trabalhadoras na segurança social, por falta de compromisso, o que espera ver melhorado em breve.

De igual modo, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Ligados ao Saneamento Básico, Adriano Dong, disse que, desde que foram cessados os contratos com as empresas de limpeza, cerca de quatro mil trabalhadores estão sem trabalho.

Este ano, os sindicatos celebram o 1 de Maio sob o lema: “Trabalhadores unidos exigem a revisão da Lei Geral do Trabalho, já!”.

O Dia Internacional do Trabalhador é uma data comemorativa celebrada anualmente em quase todo o Mundo, sendo feriado nacional em muitos países, incluindo Angola.

Foi instituído em homenagem aos trabalhadores que a 1 de Maio de 1886 realizaram uma greve, na cidade norte-americano de Chigado, para reivindicarem melhores condições de trabalho, principalmente a redução da jornada de trabalho para oito horas.

Na época, a carga horária chegava a 17 horas.