Sistema Osmorse Reverse com bons resultados em Ombala Yo Mungo

  • Painéis solares alimentam sistema de água (Arquivo)
Ombala Yo Mungo – Três meses depois da inauguração do sistema de água, através da tecnologia de Osmorse Reverse, na sede da Comuna de Ombala Yo Mungo, uma das regiões mais afectadas pela seca na província do Cunene, a situação socioeconómica das famílias ganhou outra dinâmica.

Em  Maio de 2019, o Presidente da República, João Lourenço,  constatou  nesta comuna, pertencente ao município de Ombadja, as dificuldades daquela população no tocante ao abastecimento de água potável, deixando orientações no sentido de se inverter  rapidamente o quadro.

A situação era agravada pelo facto de o lençol freático da região ser formado por águas salubres, onde a salinidade já é um pouco acelerada.

A resposta veio em 10 meses, quando em Março deste ano, os mil e 25 habitantes da sede da comuna beneficiaram de um sistema de captação subterrânea por via de furos verticais de 192 - 8m3/h e 52m - 4m3/h, composto por uma estação elevatória.

Possui um reservatório de água tratada por dessalinização com capacidade de 244 m3,  através da tecnologia de  Osmorse Reverse.

Tem um processo de separação de todos os sais através de passagem da água a alta pressão por membranas semipermeáveis especiais, que permitem que apenas moléculas de água passem por este, rejeitando  as moléculas de sal. 

É igualmente composto por hidropressoras, painéis fotovoltaicos, uma rede adutora,  uma rede de distribuição  e bebedouros para animais com válvulas automáticas de enchimento, fontenários, lavandarias e torneiras públicas.

Em declarações, hoje, à Angop, sobre o funcionamento do empreendimento e o seu impacto na vida das famílias, o administrador comunal de Ombala Yo Mungo, Justiniano Satona, confirmou que a vida na região nunca mais foi a mesma.

“Este projecto é uma dádiva, um alívio porque as pessoas deixaram de percorrer longas distâncias para terem acesso a água para o consumo, muitas vezes sem sucesso”, sublinhou.

Afirmou que a água beneficia também as populações que vivem num raio de 10 quilómetros da sede da comuna.

Vera Marta, debruçada sobre o tanque a lavar a roupa, disse que esta era uma actividade doméstica difícil de se concretizar noutros tempos, porque até para beber era difícil.

Elogiou o executivo pela execução do projecto, tendo apelado para os munícipes preservarem este bem, de modo a evitar a situação anterior.

A Camponesa Odeth Nehepo afirmou que apesar da seca, que este ano voltou a afectar gravemente as culturas e trazer a fome às famílias, pelo menos a água para o consumo deixou de ser preocupação.

No mesmo diapasão, o criador de animais Ferreira Aufiku sublinhou que este ano não foi necessário percorrer grandes distâncias para levar o gado a transumância, pois o sistema, para além de fornecer água para o consumo humano, possui também bebedouros para animais com válvulas automáticas de enchimento.

O rei da Ombala ya Naluheque, Mário Shatipamba, destacou a pronta resposta do Presidente da República, que em Maio de 2019 deslocou-se à região, percorrendo a pé até uma aldeia que faz parte de Omba Ya Nalueque, para ver de perto o drama.

Conta que, naquele ano, uma criança morreu ao beber canhomé (bebida alcoólica) quando procurava por um copo de água, que, no entanto, não existia em casa.

 Mostrou-se convicto que com a conclusão da construção da barragem  do Cafu, também de iniciativa do Executivo, cujo canal passará pelas regiões do Cuamamato, Dombodola até Namacunde, a seca deixará de ser um problema em toda extensão da comuna, sublinhando o bom andamento que se verifica neste projecto.

O projecto está dividido em dois lotes, sendo o primeiro a construção dos sistemas de captação no rio Cunene e de bombagem, conduta pressurizada, canal aberto a partir do Cafu até à região de Cuamato e 10 chimpacas.

O segundo lote tem a ver com a construção de dois canais adutores a partir de Cuamato, um (condutor oeste) que vai até Ndombondola, com 55 quilómetros, e outro (condutor este) até ao município de Namacunde, com 53 quilómetros.

Esta fase compreende também a construção de 20 chimpacas.

A infra-estrutura vai beneficiar mais de duas mil famílias, 500 mil animais e a irrigação de cinco mil hectares de campos agrícolas.

 

 

Em  Maio de 2019, o Presidente da República, João Lourenço,  constatou  nesta comuna, pertencente ao município de Ombadja, as dificuldades daquela população no tocante ao abastecimento de água potável, deixando orientações no sentido de se inverter  rapidamente o quadro.

A situação era agravada pelo facto de o lençol freático da região ser formado por águas salubres, onde a salinidade já é um pouco acelerada.

A resposta veio em 10 meses, quando em Março deste ano, os mil e 25 habitantes da sede da comuna beneficiaram de um sistema de captação subterrânea por via de furos verticais de 192 - 8m3/h e 52m - 4m3/h, composto por uma estação elevatória.

Possui um reservatório de água tratada por dessalinização com capacidade de 244 m3,  através da tecnologia de  Osmorse Reverse.

Tem um processo de separação de todos os sais através de passagem da água a alta pressão por membranas semipermeáveis especiais, que permitem que apenas moléculas de água passem por este, rejeitando  as moléculas de sal. 

É igualmente composto por hidropressoras, painéis fotovoltaicos, uma rede adutora,  uma rede de distribuição  e bebedouros para animais com válvulas automáticas de enchimento, fontenários, lavandarias e torneiras públicas.

Em declarações, hoje, à Angop, sobre o funcionamento do empreendimento e o seu impacto na vida das famílias, o administrador comunal de Ombala Yo Mungo, Justiniano Satona, confirmou que a vida na região nunca mais foi a mesma.

“Este projecto é uma dádiva, um alívio porque as pessoas deixaram de percorrer longas distâncias para terem acesso a água para o consumo, muitas vezes sem sucesso”, sublinhou.

Afirmou que a água beneficia também as populações que vivem num raio de 10 quilómetros da sede da comuna.

Vera Marta, debruçada sobre o tanque a lavar a roupa, disse que esta era uma actividade doméstica difícil de se concretizar noutros tempos, porque até para beber era difícil.

Elogiou o executivo pela execução do projecto, tendo apelado para os munícipes preservarem este bem, de modo a evitar a situação anterior.

A Camponesa Odeth Nehepo afirmou que apesar da seca, que este ano voltou a afectar gravemente as culturas e trazer a fome às famílias, pelo menos a água para o consumo deixou de ser preocupação.

No mesmo diapasão, o criador de animais Ferreira Aufiku sublinhou que este ano não foi necessário percorrer grandes distâncias para levar o gado a transumância, pois o sistema, para além de fornecer água para o consumo humano, possui também bebedouros para animais com válvulas automáticas de enchimento.

O rei da Ombala ya Naluheque, Mário Shatipamba, destacou a pronta resposta do Presidente da República, que em Maio de 2019 deslocou-se à região, percorrendo a pé até uma aldeia que faz parte de Omba Ya Nalueque, para ver de perto o drama.

Conta que, naquele ano, uma criança morreu ao beber canhomé (bebida alcoólica) quando procurava por um copo de água, que, no entanto, não existia em casa.

 Mostrou-se convicto que com a conclusão da construção da barragem  do Cafu, também de iniciativa do Executivo, cujo canal passará pelas regiões do Cuamamato, Dombodola até Namacunde, a seca deixará de ser um problema em toda extensão da comuna, sublinhando o bom andamento que se verifica neste projecto.

O projecto está dividido em dois lotes, sendo o primeiro a construção dos sistemas de captação no rio Cunene e de bombagem, conduta pressurizada, canal aberto a partir do Cafu até à região de Cuamato e 10 chimpacas.

O segundo lote tem a ver com a construção de dois canais adutores a partir de Cuamato, um (condutor oeste) que vai até Ndombondola, com 55 quilómetros, e outro (condutor este) até ao município de Namacunde, com 53 quilómetros.

Esta fase compreende também a construção de 20 chimpacas.

A infra-estrutura vai beneficiar mais de duas mil famílias, 500 mil animais e a irrigação de cinco mil hectares de campos agrícolas.