Sociedade continua a reflectir sobre pedido desculpas à Nação

  • Cunene: Panorama da cidade de Ondjiva
Ondjiva – Religiosos, autoridades tradicionais e ex-militares sublinharam segunda-feira, na província do Cunene, a importância do pedido de desculpas públicas à Nação do Presidente da República, João Lourenço, pelas vítimas dos conflitos políticos.

Numa mensagem, a 26 de Maio último, sobre as vítimas dos conflitos políticos, no período entre 11 de Novembro de 1975 e 04 de Abril de 2002, o Presidente da República, João Lourenço, pediu desculpas públicas e perdão à Nação pelos factos ocorridos.

Em declarações à ANGOP, o pastor da Igreja Metodista Unida no Cunene, Pedro da Cruz, disse que o pedido de perdão do Presidente da República é uma indicação de amor ao próximo e ensina os angolanos a deixarem de viver com ódio.

Pediu aos cidadãos para reflectirem seriamente sobre esta postura do Chefe de Estado, de vir a público manifestar a sua preocupação e solidariedade para com as vítimas dos conflitos armados.

Já o pastor da Igreja Bom Deus, Garcia Kaimana, disse que o perdão é a base da reconciliação, pois os angolanos devem viver o presente com a consciência tranquila, por forma a deixar um legado positivo e de espírito pacífico às gerações vindouras.

Por seu turno, o antigo combatente e veterano da pátria, António Mandume, de 67 anos de idade, recorda que os acontecimentos do 27 de Maio de 1977 foram muito tristes e esse perdão chega na hora certa, para os que perderam os seus familiares.

António Mandume, que cruzou várias frentes de combate no país em defesa da pátria, sublinhou que este pedido de desculpas vem contribuir para a paz social e promoção da harmonia.

Por seu turno, o rei da Ombala ya Naluheque, Mário Shatipamba, considerou a postura do Estadista “algo raro, vivenciado nos meus quase 60 anos de vida".

“Quando ouvi não acreditei, mas acabou por se concretizar, e considero ser um acto de grande humildade da parte do Presidente da República, que vem reforçar a reconciliação nacional", destacou.

No seu entender, todos angolanos deviam entender que o Presidente quer que se acabe com as mágoas do passado.

Familiares das vítimas dos conflitos políticos começaram a receber, a partir de Maio último, as certidões de óbito, numa cerimónia de denominada "Abraçar e Perdoar".

A homenagem e entrega de certidões de óbito enquadra-se no programa da Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos, ocorridos no país entre 1975 e 2002, começando em Luanda, mas que se vai estender a todo o país, de forma gratuita.

Combate à corrupção

Sobre o combate à corrupção, levado a cabo pelo Executivo angolano, o pastor da Igreja Metodista Unida no Cunene, Pedro da Cruz, disse que esta tarefa deve merecer o apoio incondicional de todos os angolanos, para o fortalecimento da paz, da justiça social e consolidação da economia.

Nesta vertente, o pastor da Igreja Bom Deus, Garcia Kaimana, lembrou que a corrupção é um mal que beneficia um pequeno grupo que se aproveita indevidamente do erário e as estruturas institucionais deixam de funcionar devidamente.

Em consequência, prosseguiu, muitas famílias vivem dificuldades, sobretudo da cesta básica, que está cada vez mais cara.

Garcia Kaimana sublinhou que a igreja, sendo parceira do Governo, continuará a assumir as suas responsabilidades de consciencialização, resgate dos valores e moralização da sociedade.

O rei Mário Shatipamba também falou dos esforços tendentes ao combate à corrupção, referindo que a carência que o país tem actualmente, em termos de infra-estruturas, como escolas, estradas e hospitais, entre outros, deve-se, em grande medida, a corrupção que se registou durante muitos anos.

Por isso, disse que é necessário continuar a combater este mal com rigor, para evitar a satisfação de interesses de um pequeno grupo de indivíduos, em detrimento da colectividade.

O processo de combate à corrupção está em curso desde 2017, altura em que o Presidente da República, João Lourenço, assumiu a direcção da Nação.

A política anti-corrupção já resultou na recuperação de bens móveis, imóveis e dinheiro, calculados em milhares de milhões de dólares, bem como na detenção de figuras ligadas ao crime.

Numa mensagem, a 26 de Maio último, sobre as vítimas dos conflitos políticos, no período entre 11 de Novembro de 1975 e 04 de Abril de 2002, o Presidente da República, João Lourenço, pediu desculpas públicas e perdão à Nação pelos factos ocorridos.

Em declarações à ANGOP, o pastor da Igreja Metodista Unida no Cunene, Pedro da Cruz, disse que o pedido de perdão do Presidente da República é uma indicação de amor ao próximo e ensina os angolanos a deixarem de viver com ódio.

Pediu aos cidadãos para reflectirem seriamente sobre esta postura do Chefe de Estado, de vir a público manifestar a sua preocupação e solidariedade para com as vítimas dos conflitos armados.

Já o pastor da Igreja Bom Deus, Garcia Kaimana, disse que o perdão é a base da reconciliação, pois os angolanos devem viver o presente com a consciência tranquila, por forma a deixar um legado positivo e de espírito pacífico às gerações vindouras.

Por seu turno, o antigo combatente e veterano da pátria, António Mandume, de 67 anos de idade, recorda que os acontecimentos do 27 de Maio de 1977 foram muito tristes e esse perdão chega na hora certa, para os que perderam os seus familiares.

António Mandume, que cruzou várias frentes de combate no país em defesa da pátria, sublinhou que este pedido de desculpas vem contribuir para a paz social e promoção da harmonia.

Por seu turno, o rei da Ombala ya Naluheque, Mário Shatipamba, considerou a postura do Estadista “algo raro, vivenciado nos meus quase 60 anos de vida".

“Quando ouvi não acreditei, mas acabou por se concretizar, e considero ser um acto de grande humildade da parte do Presidente da República, que vem reforçar a reconciliação nacional", destacou.

No seu entender, todos angolanos deviam entender que o Presidente quer que se acabe com as mágoas do passado.

Familiares das vítimas dos conflitos políticos começaram a receber, a partir de Maio último, as certidões de óbito, numa cerimónia de denominada "Abraçar e Perdoar".

A homenagem e entrega de certidões de óbito enquadra-se no programa da Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos, ocorridos no país entre 1975 e 2002, começando em Luanda, mas que se vai estender a todo o país, de forma gratuita.

Combate à corrupção

Sobre o combate à corrupção, levado a cabo pelo Executivo angolano, o pastor da Igreja Metodista Unida no Cunene, Pedro da Cruz, disse que esta tarefa deve merecer o apoio incondicional de todos os angolanos, para o fortalecimento da paz, da justiça social e consolidação da economia.

Nesta vertente, o pastor da Igreja Bom Deus, Garcia Kaimana, lembrou que a corrupção é um mal que beneficia um pequeno grupo que se aproveita indevidamente do erário e as estruturas institucionais deixam de funcionar devidamente.

Em consequência, prosseguiu, muitas famílias vivem dificuldades, sobretudo da cesta básica, que está cada vez mais cara.

Garcia Kaimana sublinhou que a igreja, sendo parceira do Governo, continuará a assumir as suas responsabilidades de consciencialização, resgate dos valores e moralização da sociedade.

O rei Mário Shatipamba também falou dos esforços tendentes ao combate à corrupção, referindo que a carência que o país tem actualmente, em termos de infra-estruturas, como escolas, estradas e hospitais, entre outros, deve-se, em grande medida, a corrupção que se registou durante muitos anos.

Por isso, disse que é necessário continuar a combater este mal com rigor, para evitar a satisfação de interesses de um pequeno grupo de indivíduos, em detrimento da colectividade.

O processo de combate à corrupção está em curso desde 2017, altura em que o Presidente da República, João Lourenço, assumiu a direcção da Nação.

A política anti-corrupção já resultou na recuperação de bens móveis, imóveis e dinheiro, calculados em milhares de milhões de dólares, bem como na detenção de figuras ligadas ao crime.