Funcionários públicos em greve interpolada em Benguela

Benguela – Perto de dez mil trabalhadores de base da função pública, nos 10 municípios da província de Benguela, paralisaram hoje, terça-feira, a actividade laboral de forma interpolada, exigindo a actualização das respectivas categorias, soube a ANGOP.

Segundo Custódio Cupessala, secretário-geral do Sindicato da Administração Pública em Benguela, a greve não tem como fim o aumento salarial, mas sim a actualização de categorias neste segmento de funcionários públicos, muitos dos quais não beneficiam desse direito há mais de 20 anos.

O mesmo responsável indicou que os serviços mínimos estão garantidos, estando uma equipa a laborar das 7:00h às 9:h00, incluindo nos cemitérios, onde a maioria dos funcionários trabalha há anos como eventuais, sem contribuições à segurança social.

O sindicalista disse que se trata de uma greve interpolada, devendo decorrer de 04 a 06 de Maio, inicialmente, e ser retomada a 11 do corrente mês, no caso de falta de reacção das autoridades afins.

O responsável referiu que o recurso à greve surge pelo facto de, há dois anos, esperarem sem sucesso por uma resposta dos ministérios da Administração do Território e Reforma do Estado, da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), da Saúde, entre outros, para revisão da situação dos trabalhadores de base afins.

“Desde 2018 que mandamos documentos para Luanda e até aqui nunca foram tidos nem achados, por isso, decidimos paralisar as actividades enquanto ninguém sair do gabinete para saber o que se passa”, disse.

Frisou que o Sindicato da Administração Publica é vasto, não trata apenas de questões de um único ministério, porque nele estão inseridos os trabalhadores do Território, Saúde, Antigos Combatentes, entre outros, por isso, há necessidade de reunirem com os titulares destas pastas.

“Nós estamos abertos ao diálogo e aceitamos a resolução gradual desse problema, priorizando-se os funcionários que estão à beira da reforma”, referiu.

Questiona ainda a posição de alguns governantes, uma vez que no início desta reivindicação, em 2018, o Vice-Presidente da República recebeu e conversou com os membros do sindicato.  

Sendo uma situação que diz respeito aos trabalhadores do Sindicato da Administração Pública, o sindicalista aponta para a adesão à greve pelo menos também nas províncias de Cabinda, Huambo, Namibe, Bié, Lunda Norte e Lunda Sul.

Deu ainda a conhecer que, sem precisar a data, para se despoletar esta greve, um Caderno Reivindicativo deu entrada, oportunamente, nos ministérios da Saúde, Território e Reforma do Estado, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), sem receber resposta.

Disse que a Lei da greve estabelece um período de apenas cinco dias para se despoletar uma paralisação, mas, no caso vertente, foram observados dois meses para se chegar a esta decisão.

O sindicalista referiu que nos vários contactos que tiveram com o governo de Benguela, foram informados que este assunto transcendia as suas competências.

Tânia Marisa, primeira secretaria do Sindicato da Administração Pública no governo de Benguela, disse que todas as áreas, incluindo o gabinete do governador da província, estão afectadas pela greve. 

“Muitos funcionários encontram-se em serviço há 20 ou 30 anos, mas sempre na mesma categoria, apesar de alguns tem melhorado o nível de escolaridade”, frisou.

Entretanto, a ANGOP tentou, sem sucesso, contactar alguns responsáveis locais dos ministérios citados.

 

 

Segundo Custódio Cupessala, secretário-geral do Sindicato da Administração Pública em Benguela, a greve não tem como fim o aumento salarial, mas sim a actualização de categorias neste segmento de funcionários públicos, muitos dos quais não beneficiam desse direito há mais de 20 anos.

O mesmo responsável indicou que os serviços mínimos estão garantidos, estando uma equipa a laborar das 7:00h às 9:h00, incluindo nos cemitérios, onde a maioria dos funcionários trabalha há anos como eventuais, sem contribuições à segurança social.

O sindicalista disse que se trata de uma greve interpolada, devendo decorrer de 04 a 06 de Maio, inicialmente, e ser retomada a 11 do corrente mês, no caso de falta de reacção das autoridades afins.

O responsável referiu que o recurso à greve surge pelo facto de, há dois anos, esperarem sem sucesso por uma resposta dos ministérios da Administração do Território e Reforma do Estado, da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), da Saúde, entre outros, para revisão da situação dos trabalhadores de base afins.

“Desde 2018 que mandamos documentos para Luanda e até aqui nunca foram tidos nem achados, por isso, decidimos paralisar as actividades enquanto ninguém sair do gabinete para saber o que se passa”, disse.

Frisou que o Sindicato da Administração Publica é vasto, não trata apenas de questões de um único ministério, porque nele estão inseridos os trabalhadores do Território, Saúde, Antigos Combatentes, entre outros, por isso, há necessidade de reunirem com os titulares destas pastas.

“Nós estamos abertos ao diálogo e aceitamos a resolução gradual desse problema, priorizando-se os funcionários que estão à beira da reforma”, referiu.

Questiona ainda a posição de alguns governantes, uma vez que no início desta reivindicação, em 2018, o Vice-Presidente da República recebeu e conversou com os membros do sindicato.  

Sendo uma situação que diz respeito aos trabalhadores do Sindicato da Administração Pública, o sindicalista aponta para a adesão à greve pelo menos também nas províncias de Cabinda, Huambo, Namibe, Bié, Lunda Norte e Lunda Sul.

Deu ainda a conhecer que, sem precisar a data, para se despoletar esta greve, um Caderno Reivindicativo deu entrada, oportunamente, nos ministérios da Saúde, Território e Reforma do Estado, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), sem receber resposta.

Disse que a Lei da greve estabelece um período de apenas cinco dias para se despoletar uma paralisação, mas, no caso vertente, foram observados dois meses para se chegar a esta decisão.

O sindicalista referiu que nos vários contactos que tiveram com o governo de Benguela, foram informados que este assunto transcendia as suas competências.

Tânia Marisa, primeira secretaria do Sindicato da Administração Pública no governo de Benguela, disse que todas as áreas, incluindo o gabinete do governador da província, estão afectadas pela greve. 

“Muitos funcionários encontram-se em serviço há 20 ou 30 anos, mas sempre na mesma categoria, apesar de alguns tem melhorado o nível de escolaridade”, frisou.

Entretanto, a ANGOP tentou, sem sucesso, contactar alguns responsáveis locais dos ministérios citados.