Urbanização do Cazenga na mira de invasores

  • Urbanização do Kalwenda, no Cazenga
Luanda – Grande parte dos apartamentos e vivendas já concluídos na Urbanização do Cazenga, distrito urbano do Kalwenda, em Luanda, encontram-se desabitados e sob o risco de vandalização, devido à falta de um sistema eficiente de segurança.

A urbanização, gerida pelo Fundo de Fomento Habitacional, foi construída para acolher, exclusivamente, moradores das zonas requalificadas, mas, devido à vulnerabilidade do sistema de segurança, tem estado na mira de invasores residentes em zonas de risco.

O projecto residencial é habitado, desde Maio de 2019, altura da chegada dos moradores do prédio da Siccal, vulgo "Treme-Treme", distrito urbano da Ingombota, que receberam 65 vivendas, no âmbito do processo de realojamento.

A ANGOP apurou que outras 10 famílias do Cazenga vivem na urbanização, que tem dezenas de casas abandonadas, algumas delas já com sinais de vandalização.

Grande parte das residências abandonadas está encoberta por um matagal, situação que facilita as acções de cidadãos invasores, de acordo com relatos dos moradores.

A situação preocupa os habitantes do projecto, como o cidadão Sebastião do Espírito Santos, que diz haver um “clima de insegurança”, por causa do défice de policiamento.

Conforme o cidadão, o medo de eventuais assaltos é crescente no período nocturno, incluindo para os moradores, principalmente por existirem residências desabitadas.

De acordo com as autoridades locais, o projecto foi concebido no quadro do programa de requalificação do Cazenga, que visa identificar espaços livres para construção de infra-estruturas habitacionais e sociais para realojar moradores dos bairros degradados a serem evacuados para novas edificações.

A primeira fase do projecto de requalificação do Cazenga teve início em 2013, tendo sido concluídas mais de 280 habitações, entre os quais 128 apartamentos e 152 vivendas geminadas, num universo de duas mil 770 residências previstas.

A segunda fase, iniciada em 2014, compreende a construção de 954 habitações, das quais 23 edifícios de quatro andares, 16 apartamentos por edifício e 16 vivendas geminadas, mas as obras estão paralisadas.

A segunda fase contempla ainda a construção de edifícios de tipologia T2 e T3, sendo as vivendas do tipo T3. Algumas dessas vivendas, de construção mista (habitação e comércio nos andares térreos), ainda estão por concluir.

A urbanização do Cazenga tem um Instituto Médio de Saúde, Serviço Integrado de Apoio ao Cidadão (SIAC), hospital, redes viárias, esgotos, centro de abastecimento de água, iluminação pública, telecomunicações, sistema de drenagem pluvial e de acondicionamento de resíduos em funcionamento, faltando-lhe, entretanto, os moradores e um maior policiamento.

A moradora Jorgina Cassule acusa os gestores do projecto de uma pretensa “má-fé”, pelo facto de existirem, em Luanda, mais particularmente no Cazenga, milhares de famílias sem casa própria, que, no desespero, acabam por ocupar os imóveis ilegalmente.

A esse respeito, a também moradora Zoquidi Dyata afirma ser imperioso que as autoridades distribuam os apartamentos e as residências desocupadas na urbanização, a fim de se evitarem eventuais casos de vandalização.

O coordenador da comissão do bairro Grafanil (fica próximo da urbanização), Zacarias Francisco João, também lamenta o facto  de a maior parte dos edifícios continuar desabitada, o que constitui perigo de eventuais danos, como fissuras nas paredes.

Embora corrobore da necessidade de povoar a urbanização, discorda das afirmações de uma hipotética falta de policiamento regular na zona, como afirmam os moradores.

“A desocupação das casas origina a vandalização dos imóveis, mas a pronta intervenção dos agentes da autoridade tem inibido a actuação dos meliantes”, afirmou.

A esse respeito, a ANGOP procurou ouvir a Administração Municipal do Cazenga, que preferiu não comentar sobre o assunto, remetendo a equipa de reportagem ao Ministério das Obras Públicas e Habitação, através do Fundo de Fomento Habitacional.

A urbanização do Cazenga faz parte do leque e projectos que começam a receber, brevemente, novos habitantes, no modelo de renda urbana, conforme o mapa divulgado, recentemente, pelo Fundo Habitacional (FHA).

A urbanização, gerida pelo Fundo de Fomento Habitacional, foi construída para acolher, exclusivamente, moradores das zonas requalificadas, mas, devido à vulnerabilidade do sistema de segurança, tem estado na mira de invasores residentes em zonas de risco.

O projecto residencial é habitado, desde Maio de 2019, altura da chegada dos moradores do prédio da Siccal, vulgo "Treme-Treme", distrito urbano da Ingombota, que receberam 65 vivendas, no âmbito do processo de realojamento.

A ANGOP apurou que outras 10 famílias do Cazenga vivem na urbanização, que tem dezenas de casas abandonadas, algumas delas já com sinais de vandalização.

Grande parte das residências abandonadas está encoberta por um matagal, situação que facilita as acções de cidadãos invasores, de acordo com relatos dos moradores.

A situação preocupa os habitantes do projecto, como o cidadão Sebastião do Espírito Santos, que diz haver um “clima de insegurança”, por causa do défice de policiamento.

Conforme o cidadão, o medo de eventuais assaltos é crescente no período nocturno, incluindo para os moradores, principalmente por existirem residências desabitadas.

De acordo com as autoridades locais, o projecto foi concebido no quadro do programa de requalificação do Cazenga, que visa identificar espaços livres para construção de infra-estruturas habitacionais e sociais para realojar moradores dos bairros degradados a serem evacuados para novas edificações.

A primeira fase do projecto de requalificação do Cazenga teve início em 2013, tendo sido concluídas mais de 280 habitações, entre os quais 128 apartamentos e 152 vivendas geminadas, num universo de duas mil 770 residências previstas.

A segunda fase, iniciada em 2014, compreende a construção de 954 habitações, das quais 23 edifícios de quatro andares, 16 apartamentos por edifício e 16 vivendas geminadas, mas as obras estão paralisadas.

A segunda fase contempla ainda a construção de edifícios de tipologia T2 e T3, sendo as vivendas do tipo T3. Algumas dessas vivendas, de construção mista (habitação e comércio nos andares térreos), ainda estão por concluir.

A urbanização do Cazenga tem um Instituto Médio de Saúde, Serviço Integrado de Apoio ao Cidadão (SIAC), hospital, redes viárias, esgotos, centro de abastecimento de água, iluminação pública, telecomunicações, sistema de drenagem pluvial e de acondicionamento de resíduos em funcionamento, faltando-lhe, entretanto, os moradores e um maior policiamento.

A moradora Jorgina Cassule acusa os gestores do projecto de uma pretensa “má-fé”, pelo facto de existirem, em Luanda, mais particularmente no Cazenga, milhares de famílias sem casa própria, que, no desespero, acabam por ocupar os imóveis ilegalmente.

A esse respeito, a também moradora Zoquidi Dyata afirma ser imperioso que as autoridades distribuam os apartamentos e as residências desocupadas na urbanização, a fim de se evitarem eventuais casos de vandalização.

O coordenador da comissão do bairro Grafanil (fica próximo da urbanização), Zacarias Francisco João, também lamenta o facto  de a maior parte dos edifícios continuar desabitada, o que constitui perigo de eventuais danos, como fissuras nas paredes.

Embora corrobore da necessidade de povoar a urbanização, discorda das afirmações de uma hipotética falta de policiamento regular na zona, como afirmam os moradores.

“A desocupação das casas origina a vandalização dos imóveis, mas a pronta intervenção dos agentes da autoridade tem inibido a actuação dos meliantes”, afirmou.

A esse respeito, a ANGOP procurou ouvir a Administração Municipal do Cazenga, que preferiu não comentar sobre o assunto, remetendo a equipa de reportagem ao Ministério das Obras Públicas e Habitação, através do Fundo de Fomento Habitacional.

A urbanização do Cazenga faz parte do leque e projectos que começam a receber, brevemente, novos habitantes, no modelo de renda urbana, conforme o mapa divulgado, recentemente, pelo Fundo Habitacional (FHA).