Benguela com movimento frenético de passageiros para Luanda

  • INTR vai suspender operadoras que subirem preços dos transportes interprovinciais
Catumbela – Desde o levantamento da cerca sanitária à província de Luanda, a 1 de Setembro, que as operadoras de transporte público em Benguela registam um aumento no fluxo de passageiros para a capital do país.

O fim da cerca sanitária, imposta a Luanda desde Março de 2020, devido à pandemia da Covid-19, foi aprovado pelo Conselho de Ministros, tendo em conta a evolução positiva da eficácia das medidas de prevenção e controlo da propagação do vírus SARS-COV-2.

Com isso, o movimento de cidadãos ansiosos por chegar à capital angolana não passa despercebido na província de Benguela. As agências de transporte da Macon e Ango-Real lideram a preferência dos passageiros que, por estes dias, pretendem viajar por estrada para Luanda.

Falando à ANGOP, o coordenador da agência da Macon em Benguela, Leonardo Ñgala, diz que aquela transportadora tem disponíveis diariamente cinco autocarros para Luanda, das 6 às 23 horas, estando o bilhete de passagem a custar 14.300 kwanzas.

Adiantou que estão a ser transportadas em média 650 pessoas na rota normal entre Benguela e Luanda, o que, a seu ver, está a aliviar as dificuldades financeiras da empresa, resultantes da interrupção do transporte normal de passageiros entre as duas províncias.

Leonardo Ñgala garante estarem criadas todas as condições operacionais para o bom funcionamento dos cinco serviços diários. Ao mesmo tempo, enaltece o levantamento da cerca sanitária porque traz alívio para as operadoras, após um período de “asfixia”.

José Tavares, funcionário da Ango-Real, fez saber que a operadora tem neste momento quatro autocarros, com 50 lugares, cada, em condições técnicas para transportar passageiros para Luanda, a partir de Benguela, com paragem no Lobito.

Porém, explicou que a empresa começou a transportar passageiros desde as cidades de Benguela e do Lobito apenas na última sexta-feira, 3, com alguns utentes a reclamarem do aumento do preço do bilhete, agora fixado a 14.300 kwanzas, contra os 11 mil kwanzas.

Apesar do “vaivém” dos passageiros, José Tavares avisa que os autocarros só poderão transportar até 75 por cento da sua lotação, ou seja, 35 pessoas, às quais será exigido o cumprimento rigoroso das medidas de biossegurança, entre as quais a obrigatoriedade do uso da máscara.

Olhando com agrado para o “novo normal”, a fonte apontou ainda a rota Benguela/Bié como a alternativa da Ango-Real, para escapar às dificuldades conjunturais enquanto se aguardava pela retoma da ligação inter-provincial para Luanda.

Passageiros satisfeitos

Entretanto, os efeitos do fim da cerca sanitária não se fizeram esperar e a cidadã Dionisia Bimbi, acompanhada de duas crianças, proveniente da comuna da Yambala, no município do Cubal, seguiu sábado para Luanda, por motivos familiares.

Antes, a passageira, aparentemente satisfeita, contou que esperou por esse momento há mais de um ano, pois quer visitar o seu irmão e quiçá fazer algum negócio na capital do país.

Domingos Pacheco, outro interlocutor, aplaude o encerramento da cerca sanitária, acrescentando que Luanda continua a ser o local preferido de muitos comerciantes à procura de produtos a preços acessíveis para revender nas províncias de origem.

Também o médico Edgar Bucassa, entre dezenas de passageiros que seguiram para Luanda, lembra que essa abertura era necessária, dado os esforços das autoridades na vacinação e na consciencialização da população sobre as medidas de prevenção contra o coronavírus.

Ainda assim, considera que a retoma da normal ligação rodoviária com a capital angolana é uma faca de dois gumes: “Aumenta a circulação de pessoas e bens, mas devemos ter em conta também a questão da saúde individual e colectiva”.

Por isso, Edgar Bucassa chama a atenção da população para não pensar que o fim da cerca sanitária a Luanda é o fim do vírus, pelo contrário, realmente o SARS-COV-2 irá conviver com a humanidade algum tempo.

Daí ter apelado a que os passageiros com destino a Luanda usem a máscara de protecção facial dentro dos autocarros e respeitem o distanciamento social, para o controlo da propagação da doença respiratória.

 

O fim da cerca sanitária, imposta a Luanda desde Março de 2020, devido à pandemia da Covid-19, foi aprovado pelo Conselho de Ministros, tendo em conta a evolução positiva da eficácia das medidas de prevenção e controlo da propagação do vírus SARS-COV-2.

Com isso, o movimento de cidadãos ansiosos por chegar à capital angolana não passa despercebido na província de Benguela. As agências de transporte da Macon e Ango-Real lideram a preferência dos passageiros que, por estes dias, pretendem viajar por estrada para Luanda.

Falando à ANGOP, o coordenador da agência da Macon em Benguela, Leonardo Ñgala, diz que aquela transportadora tem disponíveis diariamente cinco autocarros para Luanda, das 6 às 23 horas, estando o bilhete de passagem a custar 14.300 kwanzas.

Adiantou que estão a ser transportadas em média 650 pessoas na rota normal entre Benguela e Luanda, o que, a seu ver, está a aliviar as dificuldades financeiras da empresa, resultantes da interrupção do transporte normal de passageiros entre as duas províncias.

Leonardo Ñgala garante estarem criadas todas as condições operacionais para o bom funcionamento dos cinco serviços diários. Ao mesmo tempo, enaltece o levantamento da cerca sanitária porque traz alívio para as operadoras, após um período de “asfixia”.

José Tavares, funcionário da Ango-Real, fez saber que a operadora tem neste momento quatro autocarros, com 50 lugares, cada, em condições técnicas para transportar passageiros para Luanda, a partir de Benguela, com paragem no Lobito.

Porém, explicou que a empresa começou a transportar passageiros desde as cidades de Benguela e do Lobito apenas na última sexta-feira, 3, com alguns utentes a reclamarem do aumento do preço do bilhete, agora fixado a 14.300 kwanzas, contra os 11 mil kwanzas.

Apesar do “vaivém” dos passageiros, José Tavares avisa que os autocarros só poderão transportar até 75 por cento da sua lotação, ou seja, 35 pessoas, às quais será exigido o cumprimento rigoroso das medidas de biossegurança, entre as quais a obrigatoriedade do uso da máscara.

Olhando com agrado para o “novo normal”, a fonte apontou ainda a rota Benguela/Bié como a alternativa da Ango-Real, para escapar às dificuldades conjunturais enquanto se aguardava pela retoma da ligação inter-provincial para Luanda.

Passageiros satisfeitos

Entretanto, os efeitos do fim da cerca sanitária não se fizeram esperar e a cidadã Dionisia Bimbi, acompanhada de duas crianças, proveniente da comuna da Yambala, no município do Cubal, seguiu sábado para Luanda, por motivos familiares.

Antes, a passageira, aparentemente satisfeita, contou que esperou por esse momento há mais de um ano, pois quer visitar o seu irmão e quiçá fazer algum negócio na capital do país.

Domingos Pacheco, outro interlocutor, aplaude o encerramento da cerca sanitária, acrescentando que Luanda continua a ser o local preferido de muitos comerciantes à procura de produtos a preços acessíveis para revender nas províncias de origem.

Também o médico Edgar Bucassa, entre dezenas de passageiros que seguiram para Luanda, lembra que essa abertura era necessária, dado os esforços das autoridades na vacinação e na consciencialização da população sobre as medidas de prevenção contra o coronavírus.

Ainda assim, considera que a retoma da normal ligação rodoviária com a capital angolana é uma faca de dois gumes: “Aumenta a circulação de pessoas e bens, mas devemos ter em conta também a questão da saúde individual e colectiva”.

Por isso, Edgar Bucassa chama a atenção da população para não pensar que o fim da cerca sanitária a Luanda é o fim do vírus, pelo contrário, realmente o SARS-COV-2 irá conviver com a humanidade algum tempo.

Daí ter apelado a que os passageiros com destino a Luanda usem a máscara de protecção facial dentro dos autocarros e respeitem o distanciamento social, para o controlo da propagação da doença respiratória.