Falta de acesso trava fomento do turismo

  • Cunene: Complexo Turistico Memorial do Rei Mandume Ya Ndemufayo no Oiholej
Ondjiva – Os locais turísticos da província do Cunene não recebem, actualmente, qualquer visitante devido a falta de condições de acesso, entre outros serviços, condicionando o desenvolvimento do sector na região.

Cunene, mais ao sul do país, dispõe de vários locais de interesse turístico, como as Cataratas de Ruacana, Quedas do Monte Negro, Parque da Mupa,  a Cova do Leão, o Maior Embondeiro de África,  Vau do Pembe, Chana do Mufilo, Cacimbas da Môngua,  que bem aproveitados podem alavancar o turismo.

Em declarações hoje à Angop, o director do Gabinete de Hotelaria e Turismo no Cunene, Marcelino dos Santos, disse que, devido às dificuldades de acesso, estas zonas não recebem turistas, para além dos poucos estrangeiros que utilizam a rota da Namíbia para atingir estes locais.

Lamentou o facto de as vias de acesso apresentarem um elevado grau de degradação, assim como a falta de espaços para alojamento.

Apontou igualmente a falta de pontos de água, inexistência de energia eléctrica, segurança e acesso aos serviços de saúde como factores que inibem os turistas.

Marcelino dos Santos ressaltou que o turismo não funciona por si só, mas deve estar interligado com um conjunto de serviços e empreendimentos de apoio, para cativar os turistas e garantir a sua segurança.

 Para tal, realçou a necessidade das administrações locais trabalharem na melhoria das vias de acesso às zonas turísticas da região.

Perante este quadro, disse que o governo está a traçar um conjunto de acções para captar investidores para o sector.

Ressaltou igualmente a materialização do Programa de Desenvolvimento Hoteleiro e Turístico, que procura criar condições para o desenvolvimento estruturado desta área, visando o aumento e diversificação da oferta hoteleira e turística.

Sector Hoteleiro em queda

Por seu lado, o sector hoteleiro na província continua a ser afectado negativamente pela crise económica e financeira, associada à pandemia da Covid-19.

Devido ao isolamento social e o encerramento da fronteira com a República da Namíbia regista-se acentuada queda da procura dos serviços de alojamento e restauração.

Numa ronda efectuada pela Angop às principais unidades da província, constatou-se que a taxa de ocupação semanal passou de 75 por cento, em 2019, para abaixo de 30 este ano, um facto justificado pela redução de cidadãos nacionais provenientes de outras províncias de passagem à República da Namíbia e vice-versa.

Sem precisar dados, o director do Gabinete de Hotelaria e Turismo disse que desde o início da pandemia verifica-se o encerramento e despedimento de empregados das pensões, restaurantes e similares, por insustentabilidade do negócio.

A província do Cunene tem uma capacidade de alojamento de 589 quartos disponíveis, perfazendo 707 camas, distribuídos em dois hotéis de duas estrelas, 36 pensões, nove hospedarias, bem como 165 bares e similares.

 

Cunene, mais ao sul do país, dispõe de vários locais de interesse turístico, como as Cataratas de Ruacana, Quedas do Monte Negro, Parque da Mupa,  a Cova do Leão, o Maior Embondeiro de África,  Vau do Pembe, Chana do Mufilo, Cacimbas da Môngua,  que bem aproveitados podem alavancar o turismo.

Em declarações hoje à Angop, o director do Gabinete de Hotelaria e Turismo no Cunene, Marcelino dos Santos, disse que, devido às dificuldades de acesso, estas zonas não recebem turistas, para além dos poucos estrangeiros que utilizam a rota da Namíbia para atingir estes locais.

Lamentou o facto de as vias de acesso apresentarem um elevado grau de degradação, assim como a falta de espaços para alojamento.

Apontou igualmente a falta de pontos de água, inexistência de energia eléctrica, segurança e acesso aos serviços de saúde como factores que inibem os turistas.

Marcelino dos Santos ressaltou que o turismo não funciona por si só, mas deve estar interligado com um conjunto de serviços e empreendimentos de apoio, para cativar os turistas e garantir a sua segurança.

 Para tal, realçou a necessidade das administrações locais trabalharem na melhoria das vias de acesso às zonas turísticas da região.

Perante este quadro, disse que o governo está a traçar um conjunto de acções para captar investidores para o sector.

Ressaltou igualmente a materialização do Programa de Desenvolvimento Hoteleiro e Turístico, que procura criar condições para o desenvolvimento estruturado desta área, visando o aumento e diversificação da oferta hoteleira e turística.

Sector Hoteleiro em queda

Por seu lado, o sector hoteleiro na província continua a ser afectado negativamente pela crise económica e financeira, associada à pandemia da Covid-19.

Devido ao isolamento social e o encerramento da fronteira com a República da Namíbia regista-se acentuada queda da procura dos serviços de alojamento e restauração.

Numa ronda efectuada pela Angop às principais unidades da província, constatou-se que a taxa de ocupação semanal passou de 75 por cento, em 2019, para abaixo de 30 este ano, um facto justificado pela redução de cidadãos nacionais provenientes de outras províncias de passagem à República da Namíbia e vice-versa.

Sem precisar dados, o director do Gabinete de Hotelaria e Turismo disse que desde o início da pandemia verifica-se o encerramento e despedimento de empregados das pensões, restaurantes e similares, por insustentabilidade do negócio.

A província do Cunene tem uma capacidade de alojamento de 589 quartos disponíveis, perfazendo 707 camas, distribuídos em dois hotéis de duas estrelas, 36 pensões, nove hospedarias, bem como 165 bares e similares.